Economia

Groundforce. Alfredo Casimiro não paga subsídio de férias e culpa sindicatos

"Perante a recusa pública de vários sindicatos em autorizar a utilização do excedente do fundo de pensões, no valor de três milhões de euros, para pagar o subsidio de férias aos trabalhadores da Groundforce, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Alfredo Casimiro, informa que não haverá condições para o pagamento atempado do referido subsídio, não se prevendo quando o mesmo possa ser regularizado”, lê-se no comunicado da empresa.


A Groundforce anunciou esta sexta-feira que não tem condições para pagar o subsídio de férias aos trabalhadores da empresa de handling, nos prazos previstos. O anúncio foi feito pelo acionista privado Alfredo Casimiro – que detém 50,1% daquela empresa através da Pasogal –, que responsabiliza os sindicatos por esta situação, uma vez que os mesmos se recusam a autorizar que os subsídios sejam pagos através do excedente do fundo de pensões da empresa.

"Perante a recusa pública de vários sindicatos em autorizar a utilização do excedente do fundo de pensões, no valor de três milhões de euros, para pagar o subsidio de férias aos trabalhadores da Groundforce, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Alfredo Casimiro, informa que não haverá condições para o pagamento atempado do referido subsídio, não se prevendo quando o mesmo possa ser regularizado. Assim, os representantes sindicais que corroborem tal decisão serão os responsáveis perante os seus membros e perante todos os trabalhadores da Groundforce pelo atraso ou não pagamento do subsídio de férias”, lê-se em comunicado.

Na nota, a Alfredo Casimiro deixa, porém, a ressalva que, “para além dos salários de maio”, também “o pagamento dos salários de junho está garantido, desde que se confirme o número de voos previstos pela TAP, pelo Eurocontrol e pela IATA [Associação Internacional de Transportes Aéreos].