Economia

Eleições Montepio. Lista de Eugénio Rosa aposta na habitação a preços acessíveis

A par do economista, o conselho de administração conta também Tiago Mota Saraiva, Joaquim Dionísio, António Couto Lopes, Adelino Cardoso, Catarina Homem e Luís de Matos Costa. A candidatura à mesa da assembleia geral é encabeçada por Manuel Carvalho da Silva, à assembleia de representantes por Ana Drago e ao conselho fiscal por António Zózimo. 


De acordo com o programa da lista liderada pelo economista Eugénio Rosa: «É indispensável recentrar a Associação Mutualista na produção de respostas habitacionais de caráter não especulativo». A ideia passa por posicionar a Mutualista como parceira estrutural para a execução do Plano de Recuperação Resiliência (PRR), assim apoiar  outras formas de produzir habitação que se possam inscrever nas lógicas de Parceria Público-Comunitária.

«Com a intenção de adotar um programa robusto de produção de habitação de caráter não especulativo para arrendamento aos associados, a Lista C pretende ‘estimular a vivência coletiva entre os associados – baseada nos valores da liberdade, igualdade, tolerância, justiça e participação – a partir de soluções de vida em comum, como o co-housing, co-living e outros modelos residências de partilha e colaborativas equivalentes a muitos modelos que estão a ser construídos noutros países de forma generalizada, mas que ainda tardam a chegar a Portugal».

A lista C chama ainda a atenção para as residências para seniores, considerando que a atual oferta da Mutualista tem apenas como aposta o segmento de luxo, o que exclui muitos associados. «Apenas algumas pessoas com elevados rendimentos podem usufruir desses serviços. E apesar das residências Montepio terem sido construídas com o dinheiro dos associados, a esmagadora maioria não tem capacidade financeira para ter usufruto destas estruturas».

Eugénio Rosa tem ainda uma palavra a dizer no que diz respeito  à atual situação da Mutualista «A situação em que se encontra a MGAM é consequência da gestão de sucessivas administrações de Tomás Correia, que não acautelaram os interesses dos associados e destruíram em valor mais de mil milhões de euros com decisões irresponsáveis», lembrando ainda que «é indispensável entender que o Montepio é mais do que um banco, regressando aos valores da ética mutualista e garantindo boas contas e boas práticas, com uma nova equipa».

A par do economista, o conselho de administração conta também Tiago Mota Saraiva, Joaquim Dionísio, António Couto Lopes, Adelino Cardoso, Catarina Homem e Luís de Matos Costa. A candidatura à mesa da assembleia geral é encabeçada por Manuel Carvalho da Silva, à assembleia de representantes por Ana Drago e ao conselho fiscal por António Zózimo.