Brilhante ou frustrante?

Peixe na rede

Estou certo de que o leitor se preocupa frequentemente, talvez mais do que gostaria, com formas de melhorar os seus resultados pessoais e profissionais, no formato de novas técnicas, ferramentas e conhecimentos. Nesse sentido, e em alternativa a qualquer que seja a expectativa em relação a esse mesmo objetivo, proponho o seguinte: deixar de procurar, passar a ser procurado.


Tudo o que vem à rede é peixe, mas nem todos os peixes são aqueles que nós queremos. Pescar exatamente aquilo que se pretende é mais simples do que parece, mas não necessariamente mais fácil.

Estou certo de que o leitor se preocupa frequentemente, talvez mais do que gostaria, com formas de melhorar os seus resultados pessoais e profissionais, no formato de novas técnicas, ferramentas e conhecimentos. Nesse sentido, e em alternativa a qualquer que seja a expectativa em relação a esse mesmo objetivo, proponho o seguinte: deixar de procurar, passar a ser procurado.

Imagine-se em posse de uma rede de pesca tal, que de tão pequenos os espaços entre os nós, apanha quase tudo, de conchas e camarões, a douradas e peixes-espada. Enche as suas redes com rapidez e variedade. No entanto, o leitor procura apenas douradas. Pode precisar de mais tempo e conhecimento para localizar os cardumes, mas a rede encher-se-á apenas de douradas ou peixe graúdo sempre que a rede permitir, pela dimensão das suas fissuras, que o peixe miúdo retome a liberdade.

Quero com isto dizer que acredito no crescente sucesso, na perseguição dos objetivos, na proporção em que se elevem os intervenientes ao ponto do seu processo conduzir à natural filtragem das oportunidades que se proporcionem. É certo que um profissional que se destaque na sua área recebe propostas de trabalho sem que as procure, ou que os clientes o contactem frequentemente pela recomendação de terceiros já satisfeitos.

Concretizando a analogia, a elevação da postura e competência de um qualquer indivíduo ao nível pretendido pelo ‘peixe’ alvo é o melhor filtro. Nas relações interpessoais, rodearmo-nos das pessoas que queremos acontece via o nosso crescimento: eu não tenho de procurar amigos que se enquadrem com o que procuro, mas sim tornar-me na pessoa com quem esses amigos querem estar presentes. 

Julgo que o processo seja árduo e requeira tempo. Contudo, não tenho qualquer dúvida que o resultado é duradouro, como se de um teto-standard mínimo se tratasse. Na maioria dos casos, aquilo que um sujeito precisa não é de mais quantidade, mas sim de mais qualidade. Prefere cem amigos de ocasião ou meia dúzia que sejam ‘do peito’!?

Aproveito a oportunidade para sugerir que, na medida do que entenda estar alinhado com os objetivos, planeie a desocupação do seu tempo e energia, para que possa alocá-los, no novo ano que agora inicia, apenas e só ao que realmente importa. Por vezes é requerido de nós a coragem para deixar partir coisas boas para que haja espaço para outras melhores poderem chegar.

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