Internacional

Vacinação de crianças. EUA garantem segurança após 8,7 milhões de doses

Enquanto a Europa só começou a vacinar crianças no fim de dezembro, EUA começaram em outubro, sem casos fatais ligadas às vacinas. 


Questionados pelo Nascer do SOL esta semana, a Direção-Geral e o Ministério da Saúde não esclareceram se está prevista alguma decisão cautelar relativamente à vacinação em crianças enquanto decorrem as investigações, que, segundo esclarecimentos prestados entretanto durante a semana pelo Instituto de Medicina Legal, poderão prolongar-se por um mês. 

A diretora-geral da Saúde pronunciou-se sobre o caso na quarta-feira, após insistência da imprensa, pedindo que não haja especulação enquanto decorre a investigação e a Ordem dos Médicos apelou à serenidade e a um esclarecimento cabal do caso.

Se em Portugal foram até ao momento vacinadas cerca de 250 mil crianças e em França, até à primeira semana de janeiro, tinham recebido pelo menos uma dose 67 mil crianças das 5,8 milhões elegíveis dos 5 aos 11 anos, até aqui os dados mais extensos neste grupo etário são de longe os dos EUA, onde até 19 de dezembro já tinham sido administradas 8,7 milhões de doses da vacina da Pfizer-BioNTech a crianças entre os 5 e os 11 anos. 

Foram recebidas 4249 notificações de reações adversas, 100 (2,4%) classificadas como graves – uma em cada 87 mil doses administradas, o replicado em Portugal implicaria que em 250 mil crianças vacinadas pudessem surgir duas a três notificações graves. Foram reportados e confirmados 11 casos de miocardite, sete recuperaram e quatro estavam a recuperar quando foi publicado o estudo pelo Centro de Controlo de Doenças norte-americano.

Foram reportadas duas mortes de crianças de 5 e 6 anos, com histórias médicas complexas e estado de saúde frágil, sem ter sido estabelecida uma associação causal à vacina, concluiu o organismo, considerando que a vacinação é a melhor forma de proteger as criança das complicações da covid-19 e os benefícios superam os riscos. O CDC recomenda que os pais sejam alertados para os efeitos adversos possíveis e na maioria das vezes ligeiros, mais comuns após a segunda dose.

A informação decorre de um estudo do regulador norte-americano que seguiu 42 mil crianças vacinadas, complementando assim os dados de notificações espontâneas, e concluiu que 40% sentiram efeitos como dor no local da injeção, cansaço ou dor de cabeça, mais frequentes após a segunda toma e nos rapazes.

A investigação prossegue no Instituto de Medicina Legal, em segredo de justiça com a abertura de um inquérito no DIAP de Lisboa.

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