Sociedade

A nova geração de médicos: Os desafios e planos dos futuros especialistas

Os novos médicos internos começaram este mês a tratar dos primeiros pacientes, sobretudo em hospitais de Lisboa e do Porto. Nunca tinham aberto tantas vagas para o internato médico no SNS (1961), mas pela primeira vez ficaram 50 por preencher. Qual é a projeção que estes jovens fazem acerca do seu futuro no SNS? Será que o sistema tem capacidade para os agarrar, ao contrário da atual tendência?


O Serviço Nacional de Saúde (SNS) nunca teve tanto internos a fazer a formação na especialidade como este ano. Ainda assim,  das 1.961 vagas que abriram, 50 ficaram por preencher. Os médicos do futuro começaram este mês a receber os primeiros pacientes, sobretudo no Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Norte e no de São João, no Porto, onde foram integrados mais internos, tal como adianta o i.

Nos últimos anos, 30 a 40% das vagas que abrem depois para os integrar nos quadros do SNS ficaram por preencher. Cada vez mais, os jovens médicos preferem trabalhar no privado, emigrar ou seguir um rumo diferente. Quais são os desafios e os planos dos futuros médicos especialistas? Francisco, Marta, Ana Sofia e Afonso contam ao i o que os move.

O jornal teve ainda acesso a dados cedidos pela Administração Central do Sistema de Saúde que revelam que se formaram 4044 especialistas em três anos no SNS e ficaram 3394. 

Em entrevista para o i, o responsável pelo internato médico no Hospital de Santa Maria e diretor do serviço de nefrologia e transplantação renal, José António Lopes, sublinha a "força motriz" que os jovens médicos adicionam aos hospitais e admite que o abandono do SNS aconte, sobretudo, pelo fator financeiro. No entanto, José António Lopes destaca as capacidades de formação do SNS e nota que "só há boa saúde se houver investimento”. 

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