Sociedade

Mulher não se lembra de ter esfaqueado 16 vezes o marido

Arguida saiu de casa depois de ter matado o companheiro e dirigiu-se para casa da mãe, tendo depois sido internada no serviço de psiquiatria do Hospital de Aveiro. 

Mulher não se lembra de ter esfaqueado 16 vezes o marido

Uma mulher de 54 anos, acusada há cerca de um ano de ter matado o marido com 16 golpes de faca na Murtosa, disse esta sexta-feira no Tribunal de Aveiro que não se lembrava de nada do que tinha acontecido naquele dia. 

"Não me recordo de nada. Andava com uma depressão", afirmou a mulher que já tinha admitido ter falhas de memória antes. 

Questionada pela magistrada que preside o coletivo de juízes sobre o que tinha acontecido, a arguida, que trabalhava com o marido na pesca e apanha de bivalves, disse que não tinha uma explicação para o que aconteceu, acrescentando que não havia conflitos entre eles. 

A mulher referiu que "nesse dia estava a chover e não queria ir ao rio", tendo os factos ocorridos quando os dois estavam sozinhos em casa a ver televisão. 

A arguida disse ter noção de que o marido estava morto quando o viu sentado no sofá com sangue a escorrer, tendo saído de casa para se atirar ao rio, ação que não chegou a completar porque se lembrou do neto e foi para casa da mãe. 

O crime ocorreu na madrugada de 21 de maio de 2021, pelas 00h30, no interior da residência onde ambos moravam, na Murtosa, distrito de Aveiro, na sequência de uma discussão por motivos que não foram apurados. 

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a arguida desferiu 16 golpes de faca no pescoço, tórax, abdómen e braço esquerdo do marido, de 57 anos, tendo, em seguida, cravado uma lâmina de machado na cabeça deste, que acabou por morrer no local. 

De seguida, a mulher dirigiu-se à casa da mãe, apresentando alguns cortes causados por arma branca, e foi internada no serviço de psiquiatria do Hospital de Aveiro.

No dia 1 de junho, a arguida teve alta hospitalar, tendo, nessa altura, sido detida pela Polícia Judiciária por suspeitas da prática de um crime de homicídio qualificado. Depois de ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, a mulher ficou em prisão preventiva. 

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