Economia

Santander Portugal. Lucro triplica para 241,3 milhões no primeiro semestre

Face a dezembro de 2021, a rede de agências reduziu-se em 7 pontos de atendimento, enquanto o quadro de colaboradores reduziu em 109 pessoas.  Já as comissões líquidas ascenderam a 239,5 milhões de euros, um aumento de 17,9% face ao mesmo período do ano passado.

Santander Portugal. Lucro triplica para 241,3 milhões no primeiro semestre

O lucro do Santander Portugal triplicou nos primeiros seis meses do ano ao ter atingido os 241,3 milhões de euros, um valor que compara com os 81,4 milhões registados no período homólogo. “Nos primeiros seis meses do ano, o Santander continuou a apresentar resultados positivos, que nos dão as bases necessárias para podermos continuar a desempenhar da melhor forma a nossa missão de contribuir para o desenvolvimento das famílias e das empresas, apoiando um crescimento inclusivo sustentável”, disse a instituição financeira liderada por Pedro Castro e Almeida.

Estes resultados, de acordo com o banco, já incorporam um encargo extraordinário, no valor de 164,5 milhões de euros (líquido de impostos), registado no 1.º trimestre de 2021, para fazer face ao plano de transformação em curso, com a otimização da rede de agências e investimentos em processos e tecnologia. “O processo de reestruturação foi difícil, mas já está terminado, e coloca-nos hoje numa posição mais sólida e focada no nosso propósito de ajudar as famílias e as empresas a prosperar”, afirmou o CEO.

O total de crédito a clientes ascendeu a 43,6 mil milhões de euros, um crescimento homólogo de 0,5%, destacando-se o crescimento do crédito à habitação em 6,8%. Já a quota de mercado de novos empréstimos de crédito habitação (valores acumulados a maio) situou-se em 22,9%.

A instituição financeira liderada por Pedro Castro e Almeida revela ainda que os recursos de clientes situaram-se em 47,8 mil milhões de euros, registando um incremento de 4,9% face ao mesmo período de 2021, dinâmica resultante de um crescimento dos depósitos em 6,9%, enquanto os recursos fora de balanço se reduziram em 4,4%, influenciados pela maior volatilidade nos mercados financeiros.

Já o produto bancário ascendeu a 612,9 milhões de euros, registando uma redução homóloga de 14,5%, "em grande medida explicada pela evolução dos resultados em operações financeiras, que se reduziram em 94% face ao período homólogo, quando tinham atingido um valor muito elevado, fruto da gestão da carteira de títulos, na medida em que as receitas recorrentes de natureza comercial registaram, no primeiro semestre do ano, um crescimento de 4% face ao mesmo período de 2021".

Comissões sobem e estrutura reduzida

Os custos operacionais ascenderam a 242,6 milhões de euros, uma redução em 14,6% face ao mesmo período de 2021, em resultado da redução dos custos com pessoal em 17,7%, dos gastos gerais em 11,1% e da depreciação em 9,2%. O banco explicou que, durante 2021, “executou um abrangente plano de transformação, operacional e comercial, procurando ajustar a sua estrutura e processos às alterações no modo como os clientes se relacionam com as entidades bancárias, com particular foco na simplificação de processos e na melhoria da qualidade de serviço. Face a dezembro de 2021, a rede de agências reduziu-se em 7 pontos de atendimento, enquanto o quadro de colaboradores se reduziu em 109 pessoas.

O rácio de eficiência ascendeu a 39,6% (-0,1pp), enquanto a margem financeira registou uma redução de 3,4% face ao final de junho de 2021, para 370,3 milhões de euros, “refletindo, por um lado, o contexto concorrencial competitivo, que continuou a pressionar em baixa os spreads de crédito, e, por outro lado, a alteração da composição relativa da carteira de crédito, fruto do maior dinamismo do crédito hipotecário”.

 As comissões líquidas ascenderam a 239,5 milhões de euros, um incremento de 17,9% face ao mesmo período do ano passado. “A boa evolução reflete, por um lado, o dinamismo na concessão de crédito, em especial hipotecário, bem como o foco na estratégia de proteção, destacando-se a distribuição de seguros autónomos de risco, com destaque para a oferta de seguros auto para particulares e empresas”, acrescenta a instituição financeira.

A imparidade líquida de ativos financeiros ao custo amortizado ascendeu a 1,2 milhões de euros, que compara com -68,8 milhões no período do ano passado, “refletindo a melhoria das condições económicas, em especial a estabilidade da taxa de desemprego em redor de 6% nos primeiros cinco meses de 2022”, acrescentando que “o término das moratórias, no final do 3.º trimestre de 2021, continuou a não resultar numa deterioração percetível da qualidade creditícia. Com efeito, o rácio de NPE reduziu-se para 2,2%, no final de junho, uma redução de 0,1pp face a dezembro de 2021, e 0,3pp abaixo do observado no final de junho de 2021”.

 

 

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