Sociedade

Morreram 16 mulheres e uma criança por violência doméstica no primeiro semestre deste ano

No que diz respeito aos agressores, 6.049 foram integrados nos primeiros seis meses deste ano em programas a eles dirigidos.

Morreram 16 mulheres e uma criança por violência doméstica no primeiro semestre deste ano

Morreram nos primeiros seis meses do ano 16 mulheres e uma criança vítimas de violência doméstica, anunciou esta quinta-feira o portal da violência doméstica da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. As vítimas já somam mais de metade das vítimas de 2021, que contabilizou 23 homicídios, cinco dos quais de homens e dois de menores, indicam as estatísticas oficiais.

Entre janeiro e junho havia, segundo os números apresentados, 2.310 reclusos por violência doméstica, o que equivale a mais de metade das pessoas que estavam presas pelo mesmo crime em 2021, que registou um total de 4.512 reclusos.

Assim, nos primeiros seis meses deste ano, 1.855 pessoas cumpriam pena de prisão efetiva e 455 estavam em prisão preventiva, enquanto que em 2021 havia 3.565 em prisão efetiva e 947 em prisão preventiva.

O portal informa que, nos primeiros seis meses de 2022, foram apresentadas à PSP e GNR 14.363 queixas, o que corresponde a mais de metade das participações feitas em 2021, que totalizou 26.511, e frisa que os dados sobre homicídios reportam-se a criminalidade investigada pela Polícia Judiciária, pelo que "são provisórios até ao registo do trânsito em julgado das respetivas decisões" em tribunal, estando "sujeitos a modificações decorrentes, nomeadamente, da alteração da qualificação do crime".

Também no primeiro semestre de 2022, a pulseira eletrónica foi aplicada como medida de coação um total de 1.553 pessoas, o equivalente a mais de metade do universo de 2021, que contabilizou 2.772 pessoas com o mesmo sistema de vigilância. Estavam em casas de acolhimento cerca 3.211 vítimas de violência doméstica, o que corresponde a mais de metade do total acumulado em 2021 (4.364).

Por sua vez, no que toca à proteção conferida a vítimas por teleassistência, foram abrangidos, entre janeiro e junho, 7.835 pessoas, cerca metade do total do ano passado (15.785).

No que diz respeito aos agressores, 6.049 foram integrados nos primeiros seis meses deste ano em programas a eles dirigidos, dos quais 523 na prisão e os restantes na comunidade (2021 totalizou 9.449 agressores nestes programas, incluindo 682 em meio prisional).

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