Economia

Banco Montepio passa de perdas a lucros de 23,3 milhões no 1º semestre

Banco liderado por Pedro Leitão destaca "quarto trimestre consecutivo com resultados positivos suportados no aumento de negócio e na melhoria da eficiência".

Banco Montepio passa de perdas a lucros de 23,3 milhões no 1º semestre

O Banco Montepio passou de perdas de 33 milhões para lucros de 23,3 milhões de euros, nos primeiros seis meses do ano. De acordo com a instituição financeira, estes resultados mostram “o progresso registado pelo produto bancário, com destaque para a margem financeira e para as comissões, pela redução dos custos operacionais, bem como pelas menores dotações para imparidades e provisões, em particular as relacionadas com o risco de crédito”. E destaca o "quarto trimestre consecutivo com resultados positivos suportados no aumento de negócio e na melhoria da eficiência"

O crédito a clientes (líquido de imparidades) totalizou 11.921 milhões no final de junho de 2022, um aumento de 253 milhões (+2,2%) face ao valor registado no final de 2021.

Os depósitos de clientes ascenderam a 13.036 milhões, um aumento de 249 M€ (+1,9%) relativamente aos 12.787 milhões contabilizados no final de 2021, com o segmento de particulares a representar 73% do total.

O banco liderado por Pedro Leitão aponta para uma redução dos custos operacionais em 8 milhões e para as menores dotações para imparidades e provisões em 48,8 milhões, “não obstante o acréscimo das contribuições extraordinárias sobre o setor bancário, para o Fundo de Resolução e para o Fundo de Garantia de Depósitos de, no agregado, 3,2 milhões (25,9 milhões no primeiro semestre de 2022 face a 22,7 milhões no período homólogo de 2021).

A margem financeira totalizou 120,6 milhões nos primeiros seis meses de 2022, comparando com os 114,3 milhões registados no período homólogo de 2021, refletindo o aumento dos proveitos nas aplicações em títulos e tomadas de fundos, parcialmente mitigado pelo menor contributo da margem financeira comercial.

As comissões líquidas atingiram 59,6 milhões nos primeiros seis meses de 2022, superiores em 4,7 milhões face às verificadas no período homólogo de 2021 “ao beneficiarem dos maiores proveitos relacionados com operações de crédito (+2,6 milhões), com a manutenção e gestão de contas (+0,9 milhões) e com serviços de pagamento (+0,5 milhões) ”.

Os custos operacionais totalizaram 121,4 milhões, que comparam com 129,3 milhões apurados no período homólogo de 2021, “evidenciando uma redução de 8 milhões consubstanciada na redução dos Custos com pessoal em 6,8 milhões (-8,5%), capturando as sinergias resultantes da implementação do plano de ajustamento do quadro de colaboradores, das depreciações e amortizações em 0,3 milhões (-1,7%) e dos gastos gerais administrativos em 0,9 milhões (-2,8%). Excluindo os custos extraordinários e não recorrentes relacionados com o programa de ajustamento do quadro de colaboradores, os custos operacionais dos primeiros seis meses de 2022 registaram uma diminuição de 3,7% (-4,6 milhões) face ao valor do período homólogo de 2021”.

No âmbito da implementação do processo de ajustamento operacional, o total de colaboradores do Grupo Banco Montepio e de balcões da atividade em Portugal diminuiu, respetivamente, em 192 e em 17 face ao final de junho de 2021. No agregado, o programa de ajustamento operacional iniciado no último trimestre de 2020 revela uma redução de 413 colaboradores (-11%) e de 74 balcões geograficamente redundantes (-23%), até junho de 2022.

Já a imparidade de crédito atingiu 3,2 milhões, “tendo determinado um custo do risco de 0,1%, que compara favoravelmente com o valor de imparidade de 55,1 milhões e com o custo do risco de 0,9% relevados no período homólogo de 2021”, referindo que “esta evolução beneficiou da política definida pelo Banco Montepio para a tomada de risco de crédito e das medidas que têm vindo a ser concretizadas nas áreas de acompanhamento e de recuperação de crédito”.

Já a Imparidade de outros ativos financeiros, imparidade de outros ativos e outras provisões totalizaram 8,7 milhões no final de junho de 2022, face aos 5,6 milhões contabilizados no período homólogo de 2021, “traduzindo o reforço das imparidades para imóveis de negociação, parcialmente mitigado pelas menores dotações efetuadas para outros ativos financeiros e a atualização resultante da reversão de provisões”.

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