Internacional

Autoridades nigerianas apreendem cerca de 7 mil pénis de burro que seriam exportados para China

Partes do corpo deste animal são muito usadas para a medicina tradicional chinesa. Pela sobre-exploração da espécie no país asiático, a China focou a sua atenção agora no mercado africano, embora a exportação de animais de vida selvagem seja proibida na Nigéria, Níger, Burkina Faso e Senegal. 


Um conjunto de cerca de 7 mil pénis de burro, destinados a exportação para Hong Kong, foram apreendidos no Aeroporto Internacional Murtala Muhammed em Ikeja, no sul de Lagos, na Nigéria.

De acordo com as informações do Serviço Aduaneiro da Nigéria, citadas pela agência Lusa, os 7 mil genitais de burro macho foram intercetados naquele aeroporto, depois de os importadores terem declarado “falsamente estas partes ilegais da vida selvagem como genitais de vaca macho”.

"Após um exame adequado, os funcionários de exportação descobriram que eram genitais masculinos de burro. Esta é a primeira vez que apreendemos este tipo de artigo. Não permitiremos que tal comércio ilegal da vida selvagem floresça sob a nossa supervisão", frisou o controlador aduaneiro Sambo Dangaladima aos jornalistas.

Os pénis estavam escondidos em 16 sacos e valiam pouco mais de 216 milhões de nairas, o que corresponde a cerca de 506 mil euros.

A exportação deste material é ilegal na Nigéria, no entanto este país está a sofrer uma vaga de vendas proibidas devido ao consumo chinês. No passado junho, foram apreendidas mais de 2.800 peles de burro que alegadamente eram traficadas ilegalmente para a China para serem utilizadas na medicina tradicional.

Para satisfazer a procurar na China, o comércio internacional de partes do corpo do burro leva ao abate de milhões de animais todos os anos por uma gelatina (ejiao) premiada na medicina tradicional. A este ritmo, pode estar em risco a extinção da espécie, segundo avisos de organizações de todo o mundo.

Devido a essa sobre-exploração no mercado interno, nos últimos anos a China tem centrado as suas atenções para o continente africano.

Vários países africanos, como o Níger, Burkina Faso e Senegal, já proibiram a exportação de partes de burros para a China, após dezenas de milhares de equinos terem sido abatidos pelas suas peles.

Os comentários estão desactivados.