Sociedade

Chega fica sozinho na votação a favor da castração química

Debate fez exaltar os ânimos na Assembleia da República. 


O Chega viu esta sexta-feira ser rejeitado o seu projeto para a introdução da castração química como pena para crimes de violação e abusos sexuais de crianças, tendo todas as outras bancadas votado contra a medida, alegando a sua inconstitucionalidade. 

Todos os partidos criticiaram a medida e consideraram que esta não resolve a problemática nem protege as vitimas.

Durante o debate, ocorreram diversas trocas de comentários entre a bancada do Chega e as restantes, levando o presidente da Assembleia da República a pedir que os deputados respeitassem as intervenções: "Insisto em pedir silêncio. Quem crê ter por si o conforto da razão, escusa de tentar com vozearia impedir os outros de apresentarem os seus argumentos". 

Augusto Santos Silva alertou ainda o líder da bancada parlamentar do Chega para que se evitassem "gestos que são ofensivos para as outras pessoas", depois de o deputado Pedro Frazão ter encostado dois dedos indicadores à testa, repetindo o gesto que levou à demissão do antigo ministro socialista Manuel Pinho.

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