Editorial Luz

O estatuto de campeão

Continua a ser impressionante o número de atletas que chega ao topo nas suas carreiras para a dimensão que Portugal tem

O estatuto de campeão

As luzes na rua, as músicas na rádio, os anúncios na televisão e, muito provavelmente, um ou outro sorteio para a troca de presentes conhecida por amigo secreto, cujo budget já deixou de permitir a oferta de uma compota da zona gourmet. Mas nada comparável à dedicação colocada numas bolachinhas caseiras, por isso o problema também fica resolvido. Numa altura em que o espírito natalício começa a ser acelerado, mais ou menos à força, Portugal continua a receber as suas principais ofertas diretamente da área do desporto. Gustavo Ribeiro foi o último atleta a colocar o país em destaque ao sagrar-se campeão do circuito mundial de skate. 

Continua a ser impressionante o número de atletas que chega ao topo nas suas carreiras para a dimensão que Portugal tem, desde o futebol, com Cristiano Ronaldo como figura principal, às modalidades, com os casos mais recentes do skater ou do nadador português, o ainda mais jovem e fenómeno da natação, Diogo Ribeiro, que no passado mês de setembro fez história com três títulos mundiais júnior aos 17 anos.

A lista é infindável, dos veteranos aos mais jovens, do super titulado canoísta Fernando Pimenta à ginasta Filipa Martins, sem ainda esquecer os feitos já atingidos por Frederico Morais e Miguel Oliveira, no circuito mundial de surf e no Moto GP, respetivamente. 

Nos desportos coletivos, Portugal tem mostrado a sua superioridade, seja com a poderosa equipa de futsal, atual campeã do Mundo e da Europa – e que este ano também se despediu de uma lenda, Ricardinho – ou com a seleção nacional de hóquei em patins, que espera deslizar este domingo para o título mundial, a disputar na Argentina. 

A partir daqui começa oficialmente a contagem decrescente para o Qatar, Mundial de futebol até aqui marcado pelas sucessivas polémicas fora de campo. O destino já não vai a tempo de ser alterado, assim como o sonho de juntar o Campeonato do Mundo ao inédito troféu europeu de futebol de 2016. Porque o grupo, lá está, também não permite que se ambicione menos do que isso, o estatuto de campeão.

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