Sociedade

Marcelo apela à paz depois de incidente com míssil na Polónia

O Presidente polaco admitiu, esta quarta-feira, a possibilidade de o míssil ter sido lançado pela Ucrânia, embora nada indique que tenha sido um ataque intencional. 

 


Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se, esta quarta-feira, tranquilo com as explicações da NATO relativamente ao incidente ocorrido com um míssil que caiu na Polónia e matou duas pessoas. 

Em declarações aos jornalistas, à margem das comemorações do centenário de José Saramago, em Mafra, o Presidente da República considerou que, "se se confirmar aquilo que é a avaliação feita neste momento, felizmente estaríamos mais longe do risco de uma escalada do conflito, o que significaria o agravamento da situação de guerra existente".

Contudo, o chefe de Estado afirmou que, "independentemente de o míssil ser de A, B ou C, era fundamental que quem desencadeou a guerra deixasse de conduzir operações de guerra para que se pudesse estudar a hipótese de caminhar para a paz".

Jens Stoltenberg, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), garantiu hoje que a Aliança Atlântica "está preparada" para incidentes como o da Polónia e pediu aos Aliados para mobilizarem mais apoio aéreo para a Ucrânia.

O diplomata admitiu que a explosão que matou duas pessoas na Polónia foi "provavelmente causada" por um míssil ucraniano, ressalvando, contudo que a culpa "não é da Ucrânia", e que os sistemas de defesa aérea da Aliança Atlântica "são criados para se defenderem contra ataques a toda a hora".

Também o Presidente polaco admitiu esta quarta-feira a possibilidade de o míssil ter sido lançado pela Ucrânia, embora nada indique que tenha sido um ataque intencional. 

 

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