Muita gente se sente frustrada pela compra por estrangeiros de grandes empresas portuguesas – os ‘campeões nacionais’. Mas era inevitável que um país altamente endividado como Portugal tivesse que vender activos, incluindo as ‘jóias da coroa’. Pena é que nos loucos anos de endividamento público e privado poucos tenham pensado nessa inevitabilidade.
Quando da adesão de Portugal à CEE e sobretudo na altura do esforço para fazer parte do primeiro grupo da moeda única, falou-se do perigo de a integração entre economias ricas e economias menos desenvolvidas agravar o fosso entre elas.
Levantou celeuma uma hipótese evocada pela ministra das Finanças – cortar em pensões já atribuídas, para garantir a sustentabilidade da Segurança Social. Os pensionistas são um importante grupo de votantes, pelo que a frase de Maria Luís Albuquerque foi considerada uma gaffe. Logo vieram outros membros do Governo assegurar que nada está decidido, devendo uma…
Os salários estão a subir na Alemanha, depois de crescerem mais de dez anos abaixo da inflação e dos ganhos de produtividade. A subida dos salários alemães será benéfica para os seus parceiros, como Portugal, na medida em que estimular o consumo e as importações.
No primeiro trimestre deste ano o valor das importações portuguesas de combustíveis e lubrificantes foi 30% inferior ao registado no primeiro trimestre de 2014. Consequência, claro, da baixa do preço do petróleo.
O crescimento económico abranda na China, depois de vários anos a crescer acima de 10%. É normal, embora vá frustrar as expectativas de milhões de chineses, que contavam com uma constante e forte subida anual do seu nível de vida. Frustração susceptível de causar alguns problemas ao Partido Comunista Chinês, que de comunista tem pouco,…
Em tempo pré-eleitoral (legislativas e presidenciais à vista) seria ingénuo esperar um debate político-partidário sereno e racional. Mas as propostas dos 12 economistas convidados pelo PS para sugerirem políticas que este partido deverá seguir em 2016-2019, se for governo, deram um contributo para elevar o nível da discussão pública.
Há uma semana o Deutsche Bank foi condenado a pagar uma multa de 2,5 mil milhões de dólares; e foi forçado a demitir sete gestores. Motivo: o papel deste banco na manipulação da taxa de juro de referência Libor.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, e vários dos seus ministros afirmam não haver austeridade em França porque ali não baixaram as pensões nem os salários dos funcionários públicos, ao contrário do que aconteceu em Portugal, Espanha, Irlanda, Itália, Grécia e até no Reino Unido (país que não está na Zona Euro).
Só hoje escrevo sobre o grande economista Silva Lopes, com quem tive a sorte de trabalhar alguns anos na década de 60 do séc. XX e de com ele muito aprender, não sendo eu economista. Nós, portugueses, somos tão generosos e hiperbólicos quando falamos de quem morreu que, em geral, resisto a escrever sobre mortos…
Ainda há meses muitos garantiam ser impossível atingir a meta do governo – 1,5% de subida do PIB no corrente ano. Pois a maioria das últimas previsões, nacionais e estrangeiras, aponta para percentagens superiores.
Uma coluna de comentário económico, como esta, deve ocupar-se de temas de actualidade. Que não faltam, muitas vezes pelas más razões. Mas de vez em quando é necessário tomar alguma distância em relação à espuma dos dias e abordar questões que envolvem tendências de fundo susceptíveis de afectarem o nosso futuro e o das próximas…
Nasci no Porto e em casa sempre ouvi falar do Manoel de Oliveira, que os meus pais conheciam, assim como o seu irmão Casimiro, que se celebrizou como corredor de automóveis. Ambos, Manoel e Casimiro, tinham fama de terem sido, e serem ainda nos anos 50, grandes atletas do Sport Clube do Porto.
A UE concedeu a França dois anos adicionais para colocar o seu défice orçamental abaixo dos 3% do PIB. O BCE discordou. Em seis anos, é a terceira vez que a França obtém um adiamento. Aliás, em 2003 a França e a Alemanha ultrapassaram os limites impostos pelo Pacto de Estabilidade ao défice das contas…
Durante o programa de ajustamento de Portugal (2011-2014) houve momentos em que parecia termos entrado numa espiral recessiva. Isto é, a austeridade decorrente dos cortes nos salários, pensões, etc. e da subida dos impostos colocavam a economia em recessão; o que, por sua vez, dificultava a redução do défice das contas do Estado – porque…
Nós gostamos do Brasil, mas sabemos pouco do que por lá acontece. No plano económico, ouvimos falar do escândalo de corrupção na Petrobras, a maior empresa estatal da América Latina. É, de facto, um assunto importante: pelas suas implicações políticas (embora não investigada, Dilma Rousseff foi presidente não executiva da empresa entre 2003 e 2010;…
Ouvem-se queixas de que o custo do petróleo baixou muito, mas que os preços dos combustíveis em Portugal não desceram no mesmo grau. Pois não: é preciso tomar em conta a evolução cambial. O petróleo é cotado em dólares; ora o euro valia quase 1 dólar e 40 cêntimos há um ano; agora vale à…
Obama apelou a que a Grécia permanecesse na Zona Euro. Quando a Rússia de Putin prossegue a sua intervenção na Ucrânia perante a impotência europeia, a Turquia se islamiza gradualmente e o ‘Estado Islâmico’ cresce na Líbia, seria perigoso alienar a Grécia (vários dos partidos de extrema-esquerda que compõem o Siryza são anti-UE e anti-NATO).…
Stephen Green, pastor anglicano empenhado na ética empresarial e ministro do Comércio de Cameron em 2011-2013, presidiu ao banco britânico HSCB entre 2006 e 2010. Mas durante a sua presidência o HSBC foi multado nos EUA por violar sanções ao Irão e colaborar na lavagem de dinheiro de cartéis mexicanos e colombianos da droga. Agora…