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Francisco Sarsfield Cabral


  • Uma economia descapitalizada

    As empresas portuguesas são as mais descapitalizadas da UE. Por isso são as que mais dependem do crédito bancário e as que detém o recorde europeu do endividamento.

    Uma economia descapitalizada

  • Poupança e deflação

    Vivemos hoje num mundo de taxas de juro baixas ou mesmo negativas. Até o banco central da Rússia desceu há dias a sua taxa directora, apesar da fuga de capitais do país e da queda do rublo. Os bancos centrais dos EUA, da zona euro, da Inglaterra, do Japão, etc., mantêm os juros a níveis…

    Poupança e deflação

  • Nuvens sobre a UE

    Os gregos querem manter-se no euro porque desconfiam dos seus próprios governos. E com razão. A crise da dívida soberana rebentou na Grécia em 2010 devido, em grande parte, às contas aldrabadas pelo Governo, contas que surpreenderam o Governo seguinte.

    Nuvens sobre a UE

  • O regresso da herança

    O célebre livro do francês Thomas Piketty O capital no século XXI pode assustar por ser longo. Mas tem linguagem acessível e vale a pena ser lido sobretudo pelo que traz de novo no desfazer de ideias feitas. A herança, capital herdado, é um desses casos: parece um assunto do passado e afinal está a…

    O regresso da herança

  • Ilusões sobre a Grécia

    A possibilidade de o partido de extrema-esquerda Syriza vencer as eleições na Grécia e conseguir formar governo suscitou em alguns a esperança de se travar a política de austeridade imposta pela Alemanha à zona euro. O Syriza quer um perdão significativo da dívida pública grega e um aumento das despesas sociais do Estado. Em Espanha…

    Ilusões sobre a Grécia

  • Investimento, o nó do problema

    Aí está finalmente o ‘banco de fomento’, cujo nome oficial é Instituição Financeira de Desenvolvimento. Tardou a aparecer este organismo destinado a apoiar o financiamento das pequenas e médias empresas. Anunciado há muito, foi sucessivamente adiada a sua concretização. Quando não há dinheiro é complicado estimular o investimento empresarial. Mas sem este não haverá crescimento…

    Investimento, o nó do problema

  • Desencanto europeu

    O ano de 2015 poderá ser dramático para o projecto europeu. A grande questão é política: a integração europeia perde apoios nas opiniões públicas da maioria dos Estados membros, incluindo na Alemanha. Ganham terreno os partidos anti-UE, vários deles admiradores de Putin.

    Desencanto europeu

  • As causas da crise russa

    Putin prevê que a crise económica e financeira russa irá durar dois anos. Talvez. Mas é inevitável uma funda recessão, a par de uma virulenta inflação, que já se faz sentir nos preços das lojas a mudarem quase todas as semanas. Os capitais fogem da Rússia, o rublo desvaloriza e as empresas russas não conseguem…

    As causas da crise russa

  • Os imigrantes e o futuro

    A imigração polariza o debate político. Nos EUA Obama, usando os seus poderes executivos, tenta ultrapassar a penosa situação de cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais, o que enfurece a maioria republicana do Congresso. Aliás, já o seu antecessor, George W. Bush, tentara resolver este problema, mas foi impedido pelo seu próprio partido, o…

    Os imigrantes e o futuro

  • As incertezas do petróleo

    A ‘revolução petrolífera’ que referi há um mês foi acentuada na última reunião da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Nessa reunião a Arábia Saudita impediu os cortes na produção de petróleo desejados por vários países produtores, como a Venezuela e a Nigéria, aflitos com a queda dos preços do crude. A recusa saudita…

    As incertezas do petróleo

  • Apoios sociais para ricos

    O Estado social português é recente. E ignora-se quanto tempo irá durar. A protecção social pública inclui transferências de dinheiro do Estado e prestação de serviços, na saúde, por exemplo. Na Suécia o valor dos serviços é muito superior ao das transferências. Em Portugal e noutros países europeus ocorre o contrário: o mais importante são…

    Apoios sociais para ricos

  • O interior despovoado

    Na semana passada recomeçaram as obras do túnel do Marão, depois de uma paragem de 46 meses, quase quatro anos. Independentemente do que se possa pensar do saldo custo-benefício da totalidade da obra, com cerca de um terço do empreendimento já realizado seria insensato não o terminar.

    O interior despovoado

  • A desvalorização do trabalho

    Um estudo conjunto da Universidade de Oxford e das empresas Deloitte e Big Four (contabilidade), divulgado este mês, prevê que nos próximos vinte anos desaparecerá mais de um terço dos actuais empregos na Grã-Bretanha. Serão postos de trabalho eliminados pelos progressos dos computadores e dos robots.

    A desvalorização do trabalho

  • Ignorar o futuro

    Em Portugal existe a tendência para ignorar deliberadamente o futuro. Há muitas coisas – a maior parte – que não se podem prever com um razoável grau de probabilidade; outras são praticamente certas, mas esforçamo-nos por não as ver. Se a provável realidade futura nos desagrada, não a encaramos.

    Ignorar o futuro

  • Revolução no petróleo e no gás

    Com a fiscalidade verde a gasolina e o gasóleo subirão em Portugal alguns cêntimos por litro. Uma desgraça? Não exageremos. Se é preciso reduzir as emissões de CO2, os combustíveis terão de encarecer. Por outro lado, mas em sentido contrário, cai o preço do petróleo bruto e, em menor escala, o do gás natural. O…

    Revolução no petróleo e no gás

  • Falhas no motor alemão

    A Alemanha tem o maior excedente mundial nas contas externas, em termos absolutos; em termos relativos vale 7,5% do PIB (o excedente chinês é agora menor em absoluto e vale menos de 4% do PIB). Palmas para os alemães? Nem por isso. O FMI e os parceiros da RFA pedem que ela reduza o seu…

    Falhas no motor alemão

  • Limites do mercado e do Estado

    A crise financeira global, desencadeada nos Estados Unidos em 2007, tornou evidente o que alguns tentavam ignorar ou mesmo negar: os mercados frequentemente não se auto-regulam. As falhas dos mercados requerem intervenções estatais. E não apenas as falhas económicas, também as falhas em matéria de ética social. No mercado, cada pessoa (o consumidor) vota, mas…

    Limites do mercado e do Estado

  • Cuidado com as contas externas

    É frequente esquecer o défice das contas externas portuguesas, falando apenas no défice orçamental – mesmo em períodos em que não se discutem orçamentos, como agora se discute. Mas o défice externo é muito importante, pois engloba, além de boa parte do orçamental, uma parte ainda maior dos défices das famílias portuguesas e das empresas…

    Cuidado com as contas externas

  • A economia comanda a vida?

    Aumenta a impressão de que, cada vez mais, a nossa vida é determinada por decisões privadas na área económica e sobretudo financeira, com prejuízo da decisão política democrática. Os gestores económicos, no sector empresarial e noutros (gente que joga nos mercados, por exemplo), não respondem perante os eleitores; quando muito, responderão face a accionistas.

    A economia comanda a vida?