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Francisco Sarsfield Cabral


  • Dúvidas industriais

    Em Portugal e na maior parte do mundo a indústria tem vindo a perder peso relativo no PIB e no emprego. Evolução inversa acontece no sector dos serviços. Entre nós há quem aponte a necessidade de uma reindustrialização para relançar a economia. Neste ponto coincidem, por exemplo, o ministro da Economia, Pires de Lima, e…

    Dúvidas industriais

  • Iliteracia financeira

    O colapso do banco e do grupo Espírito Santo trouxe para os meios de comunicação social uma série de palavrões técnicos, que só entende quem trabalha no sector financeiro. São as obrigações subordinadas, o banco mau, às vezes nomes em inglês, como o rácio bancário core tier 1, etc.

    Iliteracia financeira

  • O travão corporativo

    O regulador italiano da concorrência disse há dias que a economia do seu país, de novo em recessão, tem sido minada pelo ‘capitalismo de compadres’ (crony capitalism). Segundo ele, predomina em Itália um capitalismo baseado em privilégios, não no mérito, promovendo a despesa pública que beneficia interesses particulares e travando a livre competição. O que…

    O travão corporativo

  • Pior do que falir

    No primeiro semestre deste ano iniciaram-se menos 17% processos de falências de sociedades do que em igual período de 2013, segundo a Informa D&B. Mas houve uma baixa de 12% no número de empresas que recorreram ao processo especial de revitalização (PER). 

    Pior do que falir

  • A hegemonia do dólar

    O banco francês BNP Paribas aceitou pagar uma gigantesca multa de nove mil milhões de dólares às autoridades dos Estados Unidos, por ter furado as sanções americanas ao Sudão, Irão e Cuba. Durante o ano de 2015 o BNP Paribas não poderá fazer transacções em dólares.  

    A hegemonia do dólar

  • Desperdícios e paradoxos

    Em Portugal desperdiçamos muita coisa. Aliás, os países pouco desenvolvidos são aqueles que, tendo menos recursos, paradoxalmente mais os desperdiçam. Por exemplo, a falta de manutenção nesses países leva à rápida degradação dos equipamentos.  

    Desperdícios e paradoxos

  • É a confiança, estúpido!

    É a economia, estúpido!» foi um célebre slogan não oficial da primeira campanha presidencial de Bill Clinton, quando venceu Bush pai. Por cá, ainda há quem não perceba que o nosso futuro económico depende sobretudo da confiança. A desconfiança gerada pela incerteza é determinante na presente falta de investimento empresarial.

    É a confiança, estúpido!

  • A banca e a ética

    Ser banqueiro em Portugal não é hoje factor de grande prestígio. Têm-se sucedido por cá os prejuízos bancários, ao mesmo tempo que o lucro dos mil maiores bancos mundiais cresceu 23% em 2013.

    A banca e a ética

  • Os abutres existem

    A Argentina corre de novo o risco de falência. É, ainda, uma consequência da bancarrota de 2001, a maior de sempre no mundo. A qual foi, em parte, culpa do FMI, que incitou o governo de Buenos Aires a ligar ao dólar a cotação da sua moeda, o peso, durante demasiado tempo. A moeda forte…

    Os abutres existem

  • As desigualdades e o crescimento

    Regresso ao tema das desigualdades económicas. Hoje não numa perspectiva ética (há disparidades de rendimentos que são imorais) nem política (se essas disparidades continuarem a aumentar a coesão social de vários países e até a democracia serão postas em causa). A abordagem deste artigo é meramente económica.

    As desigualdades e o crescimento

  • Os dramas da produtividade

    Informa o Banco de Portugal que a quantidade do factor trabalho não contribuiu nos últimos anos para o crescimento da economia portuguesa. O número de trabalhadores no activo diminuiu. O emprego representava 69% da população total em 2001, mas apenas 61% no ano passado. O desemprego e a emigração foram os principais motivos dessa quebra.

    Os dramas da produtividade

  • BCE: será desta?

    Há quase dois anos, Mario Draghi, presidente do BCE, travou a especulação contra as dívidas dos Estados periféricos da Zona Euro, como a do Estado português. Bastou um aviso sério: o BCE, garantiu então Draghi, faria tudo para salvar o euro. Os especuladores recearam vir a perder dinheiro se continuassem a apostar na degradação dessas…

    BCE: será desta?

  • A reforma impossível

    Entre 1995 e 2010 a despesa pública total subiu em Portugal 70% em termos reais. Depois, com o programa de ajustamento imposto pela troika, a despesa das Administrações públicas baixou um pouco, voltando a subir em 2013.

    A reforma impossível

  • Um bestseller sobre desigualdades

    Ao longo de semanas o livro mais vendido pela Amazon não foi um romance, mas um texto de economia com cerca de 700 páginas. Trata-se da tradução para inglês de uma obra publicada em França em Setembro, O Capital no Século XXI, de um jovem professor francês de economia, Thomas Piketty. O livro analisa as…

    Um bestseller sobre desigualdades

  • A crise do euro continua

    A dívida pública portuguesa, classificada de ‘lixo’ pelas três principais agências de rating, paga juros mais baixos do que a dívida pública australiana, que tem a classificação máxima (triplo A). 

    A crise do euro continua

  • Optimismos perigosos

    Há duas semanas informava o SOL estarem esgotados os voos charter para o estrangeiro no período da Páscoa. Os voos low cost para a Eurodisney em Paris, para o Brasil, para as Caraíbas, etc., esgotaram-se mais de um mês antes da Páscoa. Nas agências de viagens as reservas subiram este ano 20%, 30% ou mesmo…

    Optimismos perigosos

  • Uma boa ideia – mas utópica?

    Em Fevereiro de 2013 os Estados Unidos e a União Europeia decidiram iniciar negociações com vista a um acordo de liberalização comercial e de investimento. Não é tarefa fácil. Há dez anos Washington lançou um projecto de parceria com países da área do Pacífico, que ainda não se concretizou.


  • Na era pós-inflação

    O receio de que possa vir aí uma deflação (descida continuada dos preços) voltou à Europa. Na Zona Euro a inflação foi de 0,7% em Fevereiro, baixando para 0,5% em Março (andava pelos 3% em 2011). Draghi disse que o BCE poderá tomar ‘medidas não convencionais’ para combater o risco de deflação, mas por enquanto…


  • A vulnerável economia russa

    As sanções económicas à Rússia anunciadas pela UE e pelos EUA suscitaram sorrisos de descrença e até de troça em muita gente. De facto, parecem de pequena monta.