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Mário Ramires


  • Quando o mar bate na rocha

    A pandemia, qual mar castigador entre vagas maiores ou menores, continuará a bater forte, fortemente (e mais na economia do que na saúde), mas – tirando os peixes graúdos pescados à linha porque se puseram a jeito na rebentação e morderam o anzol – continuará a lixar sempre os mesmos… os mexilhões.

    Quando o mar bate na rocha

  • A semântica e as nuances socialistas

    «Não se trata de recolher obrigatório mas de limitação de circulação», precisou a ministra de Estado Mariana Vieira da Silva. Ou seja, os portugueses não estão obrigados a ficar em casa a partir das 23 horas, não podem é andar na rua. Percebem a diferença? Ninguém percebe, mas a ministra diz que há.

    A semântica e as nuances socialistas

  • Quem são mesmo os burros?

    O problema é que quem faz ou dita as leis parece que se julga impune e acima delas. O Estado – a administração central e local – arroga-se o direito de condenar e multar em pesadíssimas coimas os privados, mesmo desconhecendo estes uma parafernália sem fim de obrigações e deveres legais, para depois se eximir…

    Quem são mesmo os burros?

  • A malapata de Eduardo Cabrita

    Já vem de longe a boa fama da Polícia Judiciária portuguesa em operações de resgate de crianças desaparecidas – seja por fugirem de casa ou por serem vítimas de crimes, mais frequentemente rapto ou homicídio – e de apuramento da verdade em casos semelhantes. E raros são os casos que ficam por resolver ou em…

    A malapata de Eduardo Cabrita

  • Vão-se as barragens, vêm os painéis

    Há para todas as dimensões. Sem um plano estratégico associado, sem ninguém perceber onde começam e onde vão acabar, invadindo até zonas dunares, como na orla de Sines, onde se anunciou com toda a pompa e circunstância um megacentro de dados cuja alimentação energética até hoje está por explicar.

    Vão-se as barragens, vêm os painéis

  • O clic do bolhão

    Em vésperas de diretas e de novo congresso de entronização de António Costa como secretário-geral do PS, são cada mais evidentes os sinais de desgaste no Governo socialista e de agitação no interior do partido.

    O clic do bolhão

  • O mel e o fel

    Todos os partidos se afirmaram programaticamente à esquerda, sendo que o único que ousou colocar-se ao centro – o CDS de Freitas do Amaral e Amaro da Costa – logo foi rotulado de fascista e de extrema-direita (aliás, para o PCP, todos os simpatizantes de qualquer partido à sua direita eram logo assim rotulados, quais…

    O mel e o fel

  • Travar a fundo, antes que seja tarde

    Ou seja, sorrateiramente e assim como quem não quer a coisa, enquanto se discutia o fim do estado de emergência e o desconfinamento, vá de aprovar uma lei que, sob louvável designação, recupera o que de pior tinha o Estado Novo: a censura.

    Travar a fundo, antes que seja tarde

  • Os nababos

    A cena passou-se há poucos dias na cimeira social do Porto – a propósito e para não variar sem resultados dignos de registo – e António Costa, involuntariamente, porque é notório que não se apercebe de nada, virou as costas a von der Leyen e seguiu caminho.

    Os nababos

  • Nem oitenta nem oito

    O perfil de Moedas (sem carisma) é demasiado parecido com o de Fernando Medina, o que seria sempre um handicap para o social-democrata, uma vez que o socialista tem a enorme vantagem de estar no poder e de ter palco permanente tanto no município como mediático.

    Nem oitenta nem oito

  • A Academia da vulgaridade

    Em vez do desfile das mais elegantes e belas divas, vestidas pelos melhores costureiros, estilistas ou designers da moda mundial, e de bem aprumados galãs que conquistaram o público e alimentaram o sonho de gerações e gerações de cinéfilos e não cinéfilos em todos os recantos do mundo, o tapete magenta a dar para o…

    A Academia da vulgaridade

  • Pobres e com areia nos olhos

    A revelação de que mais de 10 por cento da população cascalense está a recorrer à ajuda solidária da Câmara para comer ou satisfazer outras necessidades básicas parece ter passado completamente ao lado.

    Pobres e com areia nos olhos

  • Assim também eu? Não!

    Curioso que a própria atriz reconhece que, quando visualizou o filme pela primeira vez, foi direita ao realizador e lhe pregou ‘uma bofetada’. A aceitação do direito da mulher a dar uma bofetada a um homem padece exatamente do mesmo mal pelo qual o realizador se achou no direito de enganar a atriz.

    Assim também eu? Não!

  • O dia em que o rato pariu uma montanha

    Nos mais de oito séculos da História de Portugal, nunca houve dia mais negro para a Justiça portuguesa do que esta sexta-feira.

    O dia em que o rato pariu uma montanha

  • A grande mentira e as marteladas

    O mercado nacional prefere viver de ilusões e de enganos como estes a reger-se pelas regras da verdade e da transparência. Porque, com essas, a esmagadora maioria dos seus agentes, instituições, empreendedores, capitalistas, políticos e por aí fora, não conseguiriam sobreviver nem alimentar os seus negócios e os outros negócios, direta e indiretamente.

    A grande mentira e as marteladas

  • ‘Ó sô ministro, não desapareça’

    Soares, para quem Guterres não passava de um ‘frouxo’, não se continha e apelava ao «direito à indignação», instigando a população a manifestar-se, a resistir, a reagir contra o poder absoluto do Governo de Cavaco e suas manifestações de arrogância e prepotência.

    ‘Ó sô ministro, não desapareça’

  • A porta sem tranca

    Depois da Holanda, da Bélgica, da Suíça e do Luxemburgo, foi a vez da vizinha Espanha legalizar a eutanásia, precisamente na mesma semana em que, em Portugal, o Tribunal Constitucional (TC) declarou desconformes à Constituição várias normas do diploma que pretende despenalizar a morte medicamente assistida.

    A porta sem tranca

  • A vendetta e a crise de valores

    É por isso que a entrevista desta semana que o casal Meghan e Harry vendeu a Oprah Winfrey não passou de uma, embora milionária, medíocre encenação e tentativa de ataque ao Palácio de Buckingham, à família real, ao reinado de Isabel II e à monarquia constitucional inglesa.

    A vendetta e a crise de valores

  • A lenda da Ilha da Barreta

    Com o Gigi de Bernardo Reino e o Pássaro Azul de Zé Lopo, há para mim um terceiro restaurante paradisíaco nas praias douradas do Algarve: o Estaminé, da D. Isabel e do José Vargas e de todos os felizardos que, como eu, tantos dias de sol – mas também de céu cinzento ou até mesmo…

    A lenda da Ilha da Barreta