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Mário Ramires


  • B(r)anco mais sujo não há

    Mesmo nos dias das mais negras tempestades, há sempre uma nuvem branca da esperança. Mas com tantos aviões no ar, já não há céu limpo sem o azul cortado pelo branco mais sujo da desesperança. Falou-se do avião de Musk em Tires… E os outros todos do BCE? Hipócritas!


  • Os filhos de Putin

    António Costa, em 2022,  justificou-se com a praxe parlamentar quando permaneceu quedo na bancada do Governo no aplauso da AR à intervenção à distância do Presidente Zelensky. O PCP, agora, nem se preocupou em justificar o que quer que fosse.


  • Portugal não é a Santa Casa

    Portugal não tem condições para responder satisfatoriamente aos movimentos migratórios da América Latina, de África, da Europa de Leste e da Ásia. As cunhas são o menos. A sobrecarga do sistema é que é o diabo. Da Saúde à Educação. E o aumento da criminalidade é inevitável.


  • Pois se até o Paraíso fechou

    A candidatura de António Costa à presidência do Conselho Europeu reúne amplo consenso entre os chefes de Estado e de Governo dos Estados-membros da União Europeia. E cá dentro também. Mesmo entre quem defendeu que não tinha condições para continuar PM depois de ter sido encontrado dinheiro vivo e não declarado em S. Bento. 


  • A mensagem

    Montenegro e Ventura continuam a fazer orelhas moucas aos votos expressos pelo eleitorado, que não quer os socialistas no poder nem uma política de subsidiodependência e de sufocamento fiscal de quem produz e cria riqueza, agravando o empobrecimento do país.


  • As eleições do Bugalho

    As eleições europeias, por regra, quase não têm história: A abstenção acompanha o desinteresse pelo que se passa no Parlamento Europeu para um eleitorado consciente de que o poder de decisão da UE_está concentrado no eixo franco-alemão, na Comissão e no Conselho Europeu.


  • A Madeira ainda é um jardim do PSD

    Cafôfo e Élvio Pereira protagonizaram um dos momentos mais ridículos da democracia portuguesa naquela conferência de imprensa às oito da noite em que anunciaram um acordo entre o PS e o JPP que não servia para coisa alguma.


  • Vai lá… e sem ser à martelada

    Talvez por ser de origem oriental – como diria Marcelo -, Rishi Sunak é ponderado. E talvez por não precisar da política para nada – ficámos a saber que temfortuna maior que a do Rei -, não segue a carneirada e faz o que acredita ser o melhor para a defesa dos ingleses.


  • Aproveitar o balanço para descolar

    De uma assentada, o Governo anunciou mais investimento público que todos os Governos de António Costa. Além do mais, ao menos assim percebe-se para onde vão milhares de milhões da Europa.


  • Aguiar-Branco, melhor que encomenda

    Em poucas semanas, o primeiro presidente da AR eleito apenas para meia legislatura (e só à quarta volta) já deu mais lições de bom exercício do cargo do que os seus antecessores mais recentes. Com espírito de missão e sabedor das obrigações da função, é um verdadeiro democrata.


  • Governo de gestão danosa

    Em vez de se enredar em polémicas evitáveis, o PR devia ter cuidado de impedir o Governo que deixou em gestão prolongada de dar cabo em três meses da única coisa de que podia orgulhar-se: as contas certas. O bodo eleitoralista vai sair caro.


  • Abril não tem donos nem se celebra assim

    Enquanto Eanes continua a recusar o bastão de marechal, Spínola e Rosa Coutinho são agraciados às escondidas pelo Presidente da República. E assim se comemoram os 50 anos do 25 de Abril. Da liberdade, da unidade, da esperança. De um país sempre adiado.


  • A tropa-fandanga do SMO

    A melhor homenagem que se pode prestar aos militares 50 anos depois de Abril é rever sem mais demoras o seu estatuto remuneratório e investir na modernização de equipamentos e recursos. O Serviço Militar Obrigatório não é solução para nada. A especialização sim.


  • Sem rosto e sem pés nem cabeça

    A moeda com que a Imprensa Nacional assinala os 500 anos de Camões é uma coisa horrorosa. Faz lembrar os cartoons com que Cid  retratava Balsemão, um homem sem rosto. No caso, José Aurélio, com reputada obra, só faz sobressair a deficiência do Poeta. Muito mau gosto!


  • Livre como um passarinho

    Depois de António Costa, o decano dos socialistas europeus, se ter demitido na sequência da Operação Influencer, eis que a presidente da Comissão Europeia e recandidata apoiada pelo PPE, Ursula von der Leyen, vê a procuradoria da UE chamar a si a investigação sobre o negócio da compra de vacinas Pfizer durante a pandemia.


  • O espanhol é que não quer bom começo

    A direita desbaratou a maioria de 140 deputados na AR conquistada nas eleições de 10 de março, deixando-se apanhar na curva pela esquerda unida. Começar pior era impossível.


  • A porta dos fundos

    A TV é o espelho do país. E o sinal dos tempos é que, num ápice, os painéis de comentadores passaram a contar com gente do Chega, de Pedro Pinto a Diogo Pacheco de Amorim. A não eleição de Augusto Santos Silva não é um fait-divers destas eleições. É um marco, e histórico.


  • A oportunidade

    Em política, a futurologia vale o que vale. Se, como está visto, a maioria absoluta não é garante de estabilidade para uma legislatura, também um Governo minoritário não está necessariamente condenado a uma interrupção precoce ou antecipada do respetivo mandato.


  • Joguem à bola!

    António Costa anda feliz. Depois do que lhe aconteceu, só pode ser de alívio por ver chegada a hora de entregar a outro a liderança de um país envelhecido, com índices de pobreza vergonhosos, serviços públicos falidos e uma economia subsidiodependente. De fugir.