Este ponto de vista foi assegurado, esta terça-feira, pelo primeiro-ministro, que realçou o reconhecimento pelos líderes da UE do “potencial da Península Ibérica para a segurança energética”, em altura de crise, sobretudo nas interconexões elétricas e de gás entre Portugal e Espanha.
António Costa não revelou se Scholz mostrou interesse na distribuição de gás a partir de Portugal. Nascer do SOL já tinha avançado que Portugal estava a criar alternativa para levar gás à Europa.
“Este auto de fé económico, este suicídio, é uma questão interna dos países europeus. Nós devemos agir de forma pragmática e olhando aos nossos interesses económicos”, disse o Presidente da Rússia, durante uma reunião dedicada à indústria petrolífera.
A entrada da Finlândia e a Suécia na NATO é um duro golpe para as aspirações do Kremlin, uma vez que a organização ocidental irá quase duplicar a sua fronteira terrestre com a Rússia.
O mecanismo terá uma duração de cerca de 12 meses e permitará fixar o preço médio de gás em cerca de 50 euros por megawatt, contra o atual preço de referência no mercado de 90 euros.
Esta decisão é a primeira medida que pode afetar o fornecimento de gás natural russo desde o início da invasão à Ucrânia.
Bruxelas espera decisão dos dois países para poder emitir uma avaliação formal e final. Em causa está o mecanismo temporário para fixar o preço médio do gás na Península Ibérica nos 50 euros por MWh.
A posição foi transmitida numa conferência de imprensa, em São Bento, depois de o primeiro-ministro ter reunido através de uma videoconferência com o seu homólogo ucraniano, tendo o encontro durado cerca de uma hora.
Putin cortou a torneira à Polónia e à Bulgária, enquanto a ENI se prepara para pagar em rublos.
Bruxelas diz que decisão da Gazprom “marca um ponto de viragem”, o que significa que “todos os Estados-membros têm de ter planos [de contingência] para uma rutura total”. Analista lembra que a “economia russa continua fragilizada”.
É desconhecida a origem das empresas que efetuaram os pagamentos em rublos. No entanto, Polónia e Bulgária veem hoje o gás russo suspendido por não o pagarem com a moeda russa.
Declaração vem na sequência da suspensão de gás à Bulgária e à Polónia por parte da Rússia.
Costa Silva teve a ideia, António Costa aprovou-a e o Governo já está a trabalhar com o porto de Sines para avançar com uma solução de abastecimento do Norte da Europa alternativa ao gás russo do Nord Stream. O projeto ainda está em fase embrionária, mas tem pernas para andar.
O Presidente da Rússia assinou hoje um decreto que estipula que a compra do gás russo por países estrangeiros terá de ser em rublos, deixando de aceitar euros ou dólares. Alemanha e França consideram esta obrigação “uma chantagem”.
Depois da reunião da NATO em Bruxelas, o primeiro-ministro disse que Putin já sofreu duas derrotas desde o início da guerra, há um mês, e notou o papel dos Estados Unidos no abastecimento de gás à Europa, embora considere que “a grande solução está na aposta das energias renováveis”.
O Presidente dos Estados Unidos indicou que esta medida teve o apoio do partido Republicano e também da população, que, segundo o mesmo, diz que não quer “subsidiar a guerra de Putin”.
Na sequência das últimas notícias sobre as ameaças russas de corte de gás natural à Europa, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse que Portugal não irá sofrer grandes consequências, uma vez que o país é “cada vez menos dependente de energia fóssil” e importa gás e petróleo de vários países de outros continentes.
Mas os impactos não ficam por aqui. Bolsas estão no vermelho e FMI já veio alertar para o risco económico na região e no mundo.