Crítico literário e alfarrabista, Bobone serve-nos um breve tratado geral, por vezes ácido e polémico, outras um tanto superficial ou ingénuo, sobre os bastidores, as personagens e as histórias que sustentam o vício da bibliofilia.
Uma série de ataques informáticos aos jornais portugueses ocorridos este ano permitiu ler nas reacções dos leitores uma crescente hostilidade que deve obrigar a um balanço da própria actividade da imprensa escrita no nosso país.
Cadernos do Subterrâneo, que já foi descrito como ‘uma pequena obra-prima, algo obscura e intricada’, marca um ponto de viragem no percurso de Dostoiévski. Quase ignorado na sua época, é hoje um livro de culto e uma chave para compreender a obra do escritor russo.
Um dos maiores grupos editoriais nacionais apresentou, na segunda-feira, na Feira de Lisboa o seu plano de lançamentos para os próximos meses. Aqui ficam alguns dos destaques.
“Penélope está de partida” é um livro escrito de costas para a narrativa épica de Homero. Tem um pé na epopeia clássica, outro na modernidade. Oferece-nos um muito admirável puzzle dramático a que não faltam peças que investem contra o velho figurino da passividade feminina.
O Parque Eduardo VII volta a receber a Feira do Livro para uma edição que, sem surpresas, promete ser a maior de sempre, garantindo estar agora também mais sustentável.
Um dos vinte exemplares do First Folio ainda em mãos privadas foi leiloado em Nova Iorque por 2,4 milhões de euros. O que torna este livro tão especial e cobiçado?
É através da abertura fácil de uma lata de Oettinger, a cerveja alemã mais popular, que a perseguição ou rapto se inicia, num mundo de pesadelo, de que não está ausente a autoironia.
As férias desenham-se como um horizonte votado ao descanso, mas, também, a sonhos íntimos de vingança e de ajuste de contas com os impedimentos e bloqueios que tomaram conta do resto do calendário.
A propósito do 10 de junho, a autora levanta o véu sobre a biografia do poeta que está a preparar. ‘Camões é tão genial que resiste a tudo, até às más citações, até às banalidades’, diz Isabel Rio Novo, que depois da biografia de Agustina tinha jurado a si mesma que não se metia noutra.
Além das dimensões colossais e do tema sombrio, há vários aspetos que tornam a pintura de Antonio Gisbert memorável.
A notícia veio acompanhada por um vídeo no qual a escritora canadiana, de 82 anos, que escreve e luta pelos os direitos da mulheres e pela liberdade de expressão, pega num lança-chamas para tentar queimar o livro, mas sem sucesso.
É um tema espinhoso e quase proibido, muito embora seja uma das principais causas de morte nas sociedades modernas, por isso, tem cabido à literatura e à filosofia indagarem-se sobre o suicídio, e não faltam autores que sinalizam um dever ético e até estético no acto de chamar a morte no momento certo.
O livro “significa muito” para Darren G. Davis, o editor. “Todos os meus avós imigraram da Ucrânia. Queria utilizar este meio não só para contar uma história, mas também para, de alguma forma e ao mesmo tempo, contribuir para a causa”, explicou.
Livros mais vendidos foram os de não ficção.
A empresa de leilões Hansons Auctioneers vendeu na semana passada, as duas primeiras edições do livro ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’. Um por 82 mil euros euros, o outro por 18 mil.
Entrou ontem em vigor o decreto-lei que alarga o período de novidade do livro de 18 para 24 meses sobre a data de edição ou importação, para efeito de venda ao público.