“Queremos terminar com a suspeição e verificar se a regularização das quotas foi feita, como disse o partido. Caso contrário, exigimos que seja reposta a normalidade”, afirma ao SOL António Ramalho.
A audiência está marcada para amanhã, terça-feira, às 16h30, na sede do PS. Além de António Ramalho e Joaquim Barreto, que estará presente na qualidade de presidente da concelhia de Cabeceiras de Basto, também estarão os presidentes das concelhias de Amares, Barcelos, Vieira do Minho e Vizela, bem como alguns militantes queixosos de Vila Nova de Famalicão.
Depois de receber estes militantes de Braga, a Comissão de Fiscalização terá uma reunião para decidir sobre o caso, que já tinha motivado uma queixa da COC. Ao SOL, Domingues Azevedo afirma que “ficará decidido que passos vão ser dados relativamente a este assunto”.
Ainda hoje, o Jornal de Notícias noticiou que foi descoberto um novo caso de um morto nos cadernos eleitoras, em Braga. Já é o quarto caso deste género, além dos acamados, emigrantes e vários militantes que garantiram que não pagaram para que as suas quotas ficassem regularizadas antes das eleições para a Federação, marcadas para o dia 6 de Setembro.
Segundo a COC, houve 2.294 militantes que regularizaram subitamente as quotas e que não as tinham actualizadas há cinco anos ou mais. Algo que terá custado 123 mil euros, uma verba que o PS recusa dizer de onde veio, invocando sigilo bancário. É precisamente sobre se a origem do dinheiro será conhecida que a Comissão de Fiscalização vai decidir.