O comunicado (disponível aqui ) foi publicado com duas traduções – uma em inglês e outra em castelhano. E se na versão inglesa se lê que “um ditado reza que cada pecado vem acompanhado de um castigo”, a versão castelhana é mais clara: “El culpable debe ser castigado merecidamente/ O culpado deve ser justamente castigado”.
As autoridades da Coreia do Norte ameaçam ainda com a sua “mais forte retaliação”, um “contra-ataque super-intransigente” na versão espanhola, “contra a Casa Branca, o Pentágono e todo o território norte-americano, o ninho do terrorismo”.
A razão para tal castigo é Barack Obama ter “proclamado como facto consumado o rumor” de que teria sido Pyongyang a atacar a Sony, tendo ameaçado com sanções retaliatórias. Lê-se ainda, do que se depreende para evitar tal castigo, que “seria bom que os Estados Unidos reflectissem profundamente nos seus actos mal-intencionados e tirassem as devidas lições”.
É aliás esse o título do comunicado, que termina e repete o mesmo aviso: “Os EUA devem reflectir sobre os seus actos maléficos que os colocaram em maus lençóis, pedir desculpas aos coreanos e aos outros povos do mundo e não ousar provocar os outros”.
Pelo meio aparecem louvores à “acção honrada dos ‘defensores da paz’”, os autoproclamados autores do ataque informático, cuja conduta é muito apreciada pelas autoridades da República Popular Democrática da Coreia que sublinham desconhecer de quem se trata, e à “feliz decisão” tomada pela Sony ao desistir de lançar o filme.
Na mesma página do comunicado contra os EUA aparecem outros onde, numa reminiscência da guerra fria, se relatam os louvores da Rússia e Bulgária aos feitos de Kim Jong-un.
‘Uma entrevista de loucos’ (The interview, título original) é uma comédia satírica sobre um 'complot' fictício da CIA para assassinar Kim Jong-un, que desencadeou a ira do regime comunista e levou a multinacional cancelar a estreia do filme.