Terrorismo

O massacre de nove pessoas executado por Dylann Roof numa Igreja em Charleston provocou um debate nos Estados Unidos sobre se pode ou não ser considerado um ataque terrorista. Parece que se estes homicídios em massa, frequentes naquele país, fossem classificados como “terrorismo doméstico”, seria possível adoptar medidas de prevenção. Não sei que medidas seriam…

Feliz ou estúpido?
A partir de uma notícia no El País, cheguei ao site de um guru da felicidade chamado Tal Ben-Shahar. O que vende? Livros e aulas sobre Felicidade, como atingi-la (diz que é um fim) e que passos seguir para chegar à meta. E depois de cruzar a meta, o que acontece? Haverá prémios? Ben-Shahar é professor na Universidade de Harvard e tem a dizer ao mundo que para sermos felizes há que cumprir seis regras: aceitar as emoções, perceber que o prazer tem de ter um significado, saber que o fracasso faz parte da vida, simplificar, fazer exercício e expressar gratidão. Se olhar para esta lista e não se sentir feliz, não se preocupe. Isso só quer dizer que não é estúpido, muitos parabéns. Sugiro que ignore este tipo de regras e que 'examine a sua vida', no caso de ter necessidade de o fazer. Se não lhe parecer necessário, não o faça. Acima de tudo, não ceda à urgência imposta por outros de 'ser feliz'. Por que se preocupam tanto com a felicidade alheia? 

WikiLeaks ataca outra vez
Uma troca de correspondência entre o filho de Osama bin Laden, Abdul, e os serviços secretos da embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita foi revelada ao público. O filho do terrorista pediu uma certidão de óbito do pai. As autoridades americanas responderam que o documento não existe. O procedimento é normal nestes casos. Por outro lado, uma vez que o processo de bin Laden foi declarado nolle prosequi (arquivo do processo por desistência) por causa da sua morte, o Departamento de Justiça americano poderia emitir um documento semelhante ao que foi pedido. Não sabemos o que levou o filho a fazer o pedido nem se terá seguido alguma via diplomática. Esta história burocrática surge na sequência da divulgação pelo WikiLeaks de um conjunto de milhares de emails que pertencem ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita. Não nos surpreendamos se aparecerem testemunhas a afirmar que viram Osama bin Laden numa esplanada no Estoril. 

Je suis Charlize
Na semana passada fomos confrontados com uma surpresa. O actor Sean Penn e a actriz Charlize Theron romperam o noivado. Em Portugal ninguém ligou ao assunto, mas o Daily Beast passou vários dias a analisar o caso à exaustão. Desde o seu casamento com Madonna que tenho uma teoria (verdadeira) sobre Sean Penn. Aqui para nós, enquanto tricotamos um cachecol para 'o Inverno que está a chegar', Sean Penn só pode ser um daqueles homens que sufocam a vida da mulher, provavelmente de natureza ciumenta, um chato dedicado ao aquecimento global. Como sei? Basta ver os percursos das duas antecessoras de Charlize. Madonna não o suportou porque tinha o mundo para conquistar. Robin Wright desapareceu de cena durante anos até se divorciar e voltar num grande papel em House of Cards. Charlize é mais esperta do que qualquer uma delas e fez o que tinha de ser feito: desapareceu. Mudou de telefone, de casa, talvez temporariamente de país. Agora tudo a aplaudir.

No sítio errado
O primeiro-ministro David Cameron,  avisou os líderes muçulmanos mais críticos dos costumes ocidentais que estão a empurrar os jovens para o recrutamento pelo autoproclamado Estado Islâmico. Cameron condenou as críticas feitas por muçulmanos às autoridades britânicas por deixarem os jovens partir para a Síria ou para o Iraque: «É uma ideologia de extremismo islâmico, que diz que o Ocidente é mau, que a democracia é um erro, que as mulheres são inferiores e que a homossexualidade é o demónio». A declaração terminou com a pergunta retórica:«Como se chega a esta visão do mundo?». As declarações foram feitas no fim-de-semana em que um rapaz de 17 anos de Dewsbury se tornou o bombista suicida mais jovem a morrer no Iraque, depois de ter sido recrutado pelo ISIS. A Grã-Bretanha enfrenta deste modo franco e corajoso um problema impossível de resolver num país democrático, que acredita na capacidade de o indivíduo decidir o que é melhor para si.