"As diligências de investigação realizadas permitiram esclarecer, sem qualquer dúvida, que a pretensa vítima simulou a privação da liberdade após ter passado a noite em bares e boates com diversas companhias femininas e, por ter receio da reação da entidade patronal, decidiu simular a privação da liberdade", refere a PJ em comunicado.
Segundo a PJ, mediante a informação inicial comunicada tudo apontava para "um sequestro em execução, em que a vítima estaria amarrada de pés e mãos a uma árvore numa das margens do rio Douro".
Perante tais dados, foram mobilizados "significativos recursos humanos logísticos, incluindo o apoio da Polícia Marítima" que acabaram por localizar o "alegado sequestrado numa rocha, em cima do rio Douro, num local recôndito, e acesso extremamente difícil, só possível de aceder pela via fluvial quando a maré está na fase preia-mar".
"Apenas conseguiu chegar àquele local no momento da maré vazante e, por não saber nadar, não sabia como escapar da situação que criara", refere ainda a PJ.
O inquérito foi remetido ao DIAP de Vila Nova de Gaia para "efeitos da respetiva tramitação processual".
Lusa/SOL