Uma Minde brilhante

Foi logo no início do mês que aterrou no centro da vila de Minde uma invulgar sonda espacial com uma forma estranha, cor preta e várias antenas iluminadas em redor. A estrutura arquitetónica, que é uma mesa redonda de trabalho/debate e também uma máquina de fazer fanzines criada pelo coletivo Friendly Fire, não faz parte…

“Acompanho o festival desde a primeira edição e é um exemplo daquilo que de bom se faz em programação no nosso país, por isso aceitei logo o desafio”, explica Elisabete Paiva, que está este ano pela primeira vez à frente do Materiais Diversos. E quem entrar dentro da já referida sonda, onde se tem acesso a uma mediateca temporária dedicada aos artistas convidados nesta edição, vai poder verificar a aposta em “diversificar ainda mais o espetro de referências estéticas” que justifica o nome do festival.

Os grandes destaques vão para as duas noites de sábado: a primeira à responsabilidade da coreógrafa Vera Mantero, com Os Serrenhos do Caldeirão, inspirada pela sabedoria rural e pela desertificação (Fábrica da Cultura de Minde, 21h30); e a segunda de Tiago Rodrigues e de By Heart, que tem andado pelo país e pelo mundo a pôr dezenas de espectadores a decorar um poema (Teatro Virgínia, Torres Novas, 21h30).

Há ainda espetáculos como a dança-concerto Arrastão de Lander Patrick (dia 11), a dança com desenho digital do Méduses de Vincent Glowinski (17) ou o solo Inês de Volmir Cordeiro, além de concertos e debates. “É um programa dialogante onde espero que cada pessoa consiga encontrar pelo menos um espetáculo que vá ao encontro das suas expectativas”.