
Foi uma noite de sentimentos mistos a que se viveu na sede da coligação Portugal à Frente. Depois da euforia inicial com as primeiras projeções logo após o encerramento das urnas, os ânimos foram serenando à medida que as horas iam avançando e se esperava pelo apuramento dos resultados finais e pela intervenção de António Costa. PSD e CDS conquistaram uma vitória sem a tão desejada maioria absoluta que lhes deixa um amargo na boca.
A coligação venceu em Coimbra com 37,18% dos votos.
A coligação venceu em Lisboa com 34,68% dos votos.
Passos Coelho e Paulo Portas selam a vitória com um aperto de mão e um abraço. Ouvem-se gritos "Portugal" na sede da coligação apenas abafados pelo hino nacional.
Passos alerta para a necessidade de entendimentos e assume: "a nossa tarefa mais emergente é dotar o país de um Orçamento"
Passos Coelho diz que a nova configuração do Parlamento exigirá mais do PSD e do CDS. "Os últimos quatro anos não foram fáceis, os próximos serão no mínimo desafiantes"
Passos lembra que quem venceu as eleições deve governar: "Iremos dizer ao Presidente da República que estamos disponíveis para governar"
Passos diz que já acertou com Portas para convocarem os órgãos nacionais dos dois aprtidos já esta semana "para formalizar uma proposta de acordo de Governo que sempre esteve subjacente a esta coligação"
Passos Coelho: "Não conseguimos chegar, como era nosso desejo, a uma maioria no Parlamento, e que como disse aos eleitores era uma forma mais segura de olhar para os próximos quatro anos"
Passos Coelho reclama a vitória: "É inequívoco que estas eleições mostraram uma força política vencedora e que foi a coligação que juntamente com Paulo Portas tive o prazer de liderar"
Passos Coelho toma a palavra logo a seguir a Paulo Portas.
Portas dirigindo-se diretamente ao líder do PSD: "Ao Pedro Passos Coelho, tenho orgulho na campanha que fizemos, tal como no sentido de missão do trabalho que fizemos no Governo e que é presidido por ti"
"É tempo de união e construção. É tempo de compromisso e equilíbrio"
Nova farpa de Portas a Costa a receber largos aplausos dos sociais-democratas e centristas na sede da coligação: "Não é possível transformar uma derrota nas urnas numa espécie de vitória na secretaria"
Farpas de Portas a Costa: "A coligação Portugal à Frente venceu com clareza. Se há coisa que as pessoas não gostam é de ouvir todos dizerem que ganharam"
Paulo Portas: "Este resultado desmente quem nos deu como derrotados. Foi a primeira vez que uma coligação terminou a legislatura. E é a primeira vez que a AD renova a vitória".
Paulo Portas fala em reconciliação com eleitorado do PSD e do CDS: "Coligação venceu com cerca de 39% dos votos".
Paulo Portas avisa que resultados devem ser lidos "com entusiasmo" mas também com "autenticidade".
Passos Coelho e Paulo Portas descem para falar ao país pela primeira vez nesta noite eleitoral.
A coligação venceu no Porto com 39,59% dos votos.
A coligação venceu em Aveiro com 48,14% dos votos.
A coligação venceu em Viana do Castelo com 45,54% dos votos.
A coligação venceu na Guarda com 45,59% dos votos.
A coligação venceu em Vila Real com 51,03% dos votos.
A coligação venceu em Braga com 45,64% dos votos.
A coligação venceu em Leiria com 48,42% dos votos.
Na Madeira, o PPD-PSD venceu com 37.75% dos votos. O CDS-PP obteve 6,02%.
António Pires de Lima manda recados a António Costa. "Se a coligação tiver 105 ou 110 deputados deve ter uma abertura para compromissos com o PS. A grande questão é saber se o PS vai entrar nesta deriva radical de invializar um primeiro-ministro que ganhou as eleições e fazer uma coligação com dois partidos, um que admite a saída do euro, o outro que quer a reestruturação da dívida".
A coligação vence em Viseu com 51,05% dos votos.
A coligação vence em Santarém com 35,82% dos votos
O ministro da Economia, António Pires de Lima, avisa: "Era uma obscenidade política se fosse António Costa a liderar um governo".
A coligação vence em Bragança com 49,41% dos votos

21h50
Jorge Moreira da Silva, vice-presidente do PSD, e Assunção Cristas, vice-presidente do CDS entram lado a lado na sala onde decorre a noite eleitoral da PàF para sublinhar a vitória da coligação. Moreira da Silva afirma que "o PS ficou muito aquém dos objectivos" e Assunção Cristas deixou já o aviso: "Quem ganha as eleições deve governar. Ao longo da noite dirigentes do PSD e do CDS vão surgindo sempre aos pares para falar aos jornalistas e ao país.
Marques Mendes antecipa um governo de minoria com o programa viabilizado pelas restantes bancadas e recorda que nunca o primeiro Orçamento do Estado de um governo foi chumbado.

Na sala onde militantes da coligação PàF acompanham a noite eleitoral vêem-se cada vez mais rostos do Governo que está prestes a cessar funções, ministros e secretários de Estado. Passos Coelho e Paulo Portas e os seus dirigentes mais próximos continuam no 12º andar do Hotel junto ao Marquês de Pombal.
A ministra das Finanças renova a disponibilidade da coligação para "fazer pontes", caso PSD e CDS não cheguem à maioria absoluta. "Temos de aguardar pelo apuramento final dos resultados para saber qual é a dimensa real desta vitória" afirma Maria Luís Albuquerque cautelosa.
Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, assegura que Passos Coelho ainda não a convidou para continuar com a mesma pasta num futuro governo. Recorde-se que o primeiro-ministro disse durante a campanha que já tinha o nome do próximo ministro das Finanças na cabeça. "É importante que possamos formar um governo com maioria que tenha estabilidade para poder governar nos próximos quatro anos"
Luís Marques Mendes na SIC sublinha que "depois de um resgate estas foram umas eleições atípicas" e aponta uma das possíveis justificações para este resultado da PàF: "A coligação governou à direita e fez uma campanha ao centro e isso ajudou muito".
O ex-ministro do PSD Nuno Morais Sarmento deixa já o alerta a sociais-democratas e centristas antes de se confirmar o cenário de uma maioria absoluta do PSD/CDS. "Orgulho na vitória é uma coisa, arrogância é outra", avisa. "A derrota de António Costa começa hoje, não acaba hoje".
Aguiar Branco, o cabeça de lista da coligação no Porto, ainda espera para confirmar se haverá maioria absoluta. "Estamos sempre tranquilos". Sublinhando a "manifestação inequívoca de confiança na coligação" dos portugueses nas eleições de hoje, admite que "os próximos quatro anos serão difíceis, mas trabalho é o que anima esta coligação".
Marcelo Rebelo de Sousa sublinha que estas projeções indicam que as "sondagens estavam próximas da realidade". E, embora cauteloso, admite ainda "maioria absoluta ou muito próxima disso".
Nuno Melo, na primeira reação do lado do CDS, já pede a cabeça do secretário-geral do PS: "Este resultado do PS foi inferior ao que teve nas eleições europeias. Isto significa que António Costa não teve uma derrota poucochinha".

Marco António Costa deixa uma promessa: "Este resultado mostra que manteremos o nosso compromisso de continuar a oferecer a Portugal um caminho de recuperação e manteremos a atitude de diálogo social como tivemos nos últimos quatro anos".
Marco António Costa: "Todas as condições para Portugal ter um Governo estável
Marco António Costa, vice presidente do PSD, com um largo sorriso, é o primeiro a falar em nome da Coligação: As primeiras projeções apontam para um fato inequívoco de que a PàF teve uma grande vitória nesta noite eleitoral"
Gritos de 'vitória' e 'Portugal' na sede da coligação Portugal à Frente. Só faltou o champagne na coligação
Todas as projeções dão a vitória à coligação Portugal à Frente, deixando ainda em aberto a possibilidade de uma maioria absoluta. Os militantes na sala da sede da coligação saltam e dão gritos de euforia.
Passos Coelho chegou à sede da Coligação Portugal à Frente e subiu diretamente para o 12º andar, onde Paulo Portas já se encontrava.
O presidente do CDS-PP defendeu hoje que os portugueses podem, nestas eleições legislativas, "fazer as suas escolhas com a liberdade recuperada e em consciência", já que a "situação muito difícil" do país, de há quatro anos, está ultrapassada.
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, votou hoje em Massamá, concelho de Sintra declarando-se "muito tranquilo" no dia de hoje e desejando que a abstenção seja contrariada apesar do mau tempo.
