Sociedade

Professores invadem escola no Porto

Um grupo de professores acabou de invadir as instalações da Escola Rodrigues de Freitas, no Porto. Os docentes em protesto contra a realização da prova de avaliação conseguiram entrar dentro da escola, estão a gritar palavras de ordem e a fazer barulho com panelas e apitos. A polícia está no local mas, até ao momento, não se registaram incidentes. 

Entretanto, os sindicatos dizem que a prova deve ser suspensa porque o Ministério não respondeu às quatro providências cautelares apresentadas pelas estruturas sindicais na sexta-feira para tentar travar a sua realização. Mas à TSF, o ministro da Educação garantiu hoje de manhã que já foram apresentadas as resoluções fundamentadas aos tribunais onde correm essas acções, pelo que a prova pode decorrer com normalidade.

Os docentes contestam a realização da prova de acesso, obrigatória para todos os contratados com menos de cinco anos de serviço, e que foi convocada pelo Ministério da Educação para hoje, depois de em Dezembro, greves e protestos terem impedido um grupo de 4 mil professores de a realizar. Esta segunda oportunidade dada pela tutela está a ser fortemente criticada pelos sindicatos que marcaram para a mesma hora do exame plenários nas escolas, de modo a impedir que os professores vigilantes se apresentem ao serviço. Apesar de o ministro Nuno Crato ter dado ordens para os directores impedirem a entrada nas escolas de pessoas alheias aos exames, na qual se incluem os dirigentes sindicais, em várias escolas do País estão a realizar-se plenários.

Na escola Quinta de Marrocos, em Lisboa, estão a decorrer exames e plenário, simultaneamente. A direcção da escola contornou a ordem de Nuno Crato, criando duas zonas de acesso ao interior do estabelecimento. Num deles, só entram as pessoas que estão convocadas para os exames, e que constam de uma lista específica, mas noutro acesso, estão a entrar professores para as reuniões convocadas pelas estruturas sindicais.

Segundo apurou o SOL, à porta da escola estão cerca de 30 professores, entre dirigentes sindicais e professores em protesto, e quatro polícias. Mas a prova parece decorrer com normalidade para os 36 docentes inscritos. Entre os que se encontram à porta da escola, estão alguns docentes que garantiram ao SOL que foram impedidos de realizar a prova em Dezembro, devido aos protestos e boicote de colegas, mas que agora não foram convocados para esta segunda oportunidade.

 

barbara.silva@sol.pt

rita.carvalho@sol.pt