Politica

Luís Filipe Menezes dispara no Facebook

Está a ser violenta a reacção de Luís Filipe Menezes às notícias sobre a investigação de que está a ser alvo. No Facebook, o ex-autarca de Gaia diz que "foi com revolta e perplexidade" que viu a notícia do Correio da Manhã desta quinta-feira e ameaça processar os jornalistas daquele diário e da Visão que o dão como suspeito num caso sob investigação do Ministério Público.

As mensagens de Menezes aparecem ilustradas no Facebook com um cartaz ao estilo do velho Oeste. Os dizeres "wanted" e uma mancha vermelha cor de sangue dão o mote aos comentários que o antigo líder do PSD faz naquela rede social sobre as notícias de que é alvo esta quinta-feira.

"O inefável Miguel Carvalho [jornalista da Visão que assina a peça] volta ao ataque amanhã na Visão, onde incompreensivelmente continua asilado. Faz uma primeira página super ofensiva a atingir o PSD", reagia ainda na quarta-feira Menezes, num longo post.

Menezes acha-se vítima de um esquema para o incriminar e diz mesmo que a notícia da Visão mistura "alhos com bugalhos".

"Mas onde entro eu no meio desses milhões para lá esparralhados [sic]? No sítio do costume. Como a ideia inicial, a encomenda, era chatear-me tinha que se meter lá no meio o Menezes à pressão", ataca, lembrando que as empresas de comunicação de Cristina Ferreira que aparecem no artigo da Visão também trabalharam para as campanhas de Rui Rio e Cavaco Silva.

De resto, Luis Filipe Menezes assegura que só conheceu Cristina Ferreira «há cerca de dois anos e por breves momentos». E garante apenas ter conhecimento «de uma pequena campanha» feita por uma empresa de Cristina Ferreira a meio do seu último mandato na Câmara de Gaia "fora de qualquer contexto eleitoral".

"Quanto aos dictates [sic] sobre alguns ajustes directos, poucos, e procedimento normal, realizados no meu último mandato, posso dizer que todos foram legais e escorreitos", escreve Menezes no Facebook.

O ex-autarca também não poupa críticas à história do Correio da Manhã, que dá conta de uma investigação por enriquecimento ilícito, ameaçando recorrer aos tribunais e lembrando que "a jornalista [que assina a peça] é a mesma" que já teve de o "indemnizar por ser condenada em tribunal por difamação".

margarida.davim@sol.pt