Opiniao

Sol & Sombra

SOL

D. Manuel Clemente

Foi uma semana de marcantes celebrações para o patriarca de Lisboa. No sábado, recebeu das mãos do Papa Francisco os símbolos da sua ascensão a cardeal, o 44.º português a elevar-se a esse estatuto. No domingo, presidiu à missa na igreja de Santo António dos Portugueses, paróquia de Roma que lhe foi atribuída. E, na quarta-feira, celebrou a sua primeira missa como cardeal no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Aos 66 anos, sobe ao topo da hierarquia católica como um dos 125 cardeais eleitores com assento no conclave do Vaticano.

Jorge Moreira da Silva

É difícil encontrar uma medida com efeitos tão imediatos e generalizados como a da taxação em 10 cêntimos dos sacos de plástico leves, distribuídos aos milhões nos supermercados e outros estabelecimentos. Portugal ocupa o topo da tabela europeia de consumidores desses sacos não recicláveis (com 466 usados, em média, por cada português num ano) e o objectivo de reduzir a sua utilização em mais de 90% (para 50 sacos/ano) em 2015 já terá sido quase atingido logo na primeira semana da entrada em vigor da lei. Quem foi esta semana a qualquer supermercado pôde constatar que o uso desses sacos leves quase desapareceu. A reacção dos consumidores à taxa foi imediata. E a sustentabilidade ambiental sai claramente a ganhar.

SOMBRA

António Costa

A questão já nem é a de o líder do PS não falar ou pouco dizer. A questão é que, quando fala, nada tem a acrescentar, como se viu na última entrevista, ou envolve-se em querelas menores (e mal fundamentadas) como a da utilização dos fundos europeus com o ministro Poiares Maduro. E, na Câmara, vai acumulando críticas e contradições, como as novas taxas de água e saneamento ou os perdões de milhões ao Benfica. Há quatro ou cinco meses, ninguém apostava que estaria hoje tão abaixo das expectativas políticas que gerou nas eleições do PS.

Alberto João Jardim

A grande ironia da sua demagógica rábula carnavalesca, com um barretinho grego a declamar 'Je suis Syriza', é que ele está mesmo para Portugal como a Grécia está para a Europa: despesismo descontrolado, dívida galopante e pensar que é possível viver eternamente à custa dos empréstimos dos outros. Políticos irresponsáveis e sem vergonha só podem mesmo apoiar-se uns aos outros.

jal@sol.pt