Politica

PS arranca com programa eleitoral participativo na Internet

O PS arranca hoje com um site na Internet destinado ao envio de propostas por parte de cidadãos para o programa eleitoral participativo, documento que será apresentado a 06 de Junho pelo secretário-geral, António Costa.


Através do site gabinetedeeestudos.ps.pt, os cidadãos são convidados pelo Gabinete de Estudos do PS, entidade liderada pelo ex-secretário de Estado João Tiago Silveira, a apresentar propostas concretas para fazerem parte do futuro programa eleitoral do PS.

"Essas propostas serão depois seleccionadas e eventualmente votadas - isto no caso de existirem várias propostas alternativas sobre um mesmo assunto. Não colocaremos à votação nenhuma proposta que não respeite os princípios políticos do PS, ou que seja considerada inexequível", advertiu à agência Lusa o director do Gabinete de Estudos do PS, João Tiago Silveira.

Neste ponto, João Tiago Silveira salientou que o programa eleitoral do PS "terá como base um cenário macroeconómico a apresentar brevemente" (até ao final deste mês, segundo António Costa).

"E todas as propostas do programa eleitoral respeitarão esse cenário macroeconómico", completou o director do Gabinete de Estudos do PS.

Para o envio de propostas por via electrónica, segundo o PS, o cidadão deve procurar no site a entrada "programa participativo", inserir o seu nome e endereço de correio electrónico, escrever o título da sua proposta (máximo 140 caracteres) e o respectivo texto (máximo dois mil caracteres).

Até ao momento, antes ainda do arranque do site, de acordo com João Tiago Silveira, o Gabinete de Estudos do PS já recebeu "muitas propostas enviadas por email, por correio ou formuladas pelos diferentes grupos de trabalho do partido".

"As propostas no âmbito do programa eleitoral participativo serão votadas a tempo de serem eventualmente incluídas no texto final, que será apresentado aos portugueses a 06 de Junho. Os nossos compromissos passam pela apresentação de uma programa eleitoral responsável, com medidas calendarizadas e impactos estimados, e pela apresentação de um texto claro, explicando e identificando em linguagem acessível o que é diferente face à maioria PSD/CDS", acrescentou João Tiago Silveira.

Lusa/SOL