Politica

Passos acena com o risco do voto no PS mas admite perder deputados

O líder do PSD admitiu esta noite que pode eleger menos deputados nas legislativas de Outubro. Passos falava no jantar de encerramento dos trabalhos parlamentares da bancada laranja, quando afirmou que "só por milagre" muitos dos deputados eleitos em 2011 (108) "bisarão o seu mandato". Mas não se pense que isso é um 'atirar da toalha ao chão'. 

Pelo contrário. Passos pede um segundo mandato para travar os "ziguezagues" da oposição e apela ao voto prudente na coligação 'Portugal à Frente'. 

Na mesma ocasião onde há dois anos afirmou "que se lixem as eleições", o primeiro-ministro garantiu que "nunca por nunca trocaremos esta confiança, esta prudência, por resultados eleitorais que nos ajudassem a construir uma solução mais do nosso agrado". E acrescentou, para que não restem dúvidas: o programa da coligação "não traz a salvação mas também não traz o inferno". 

E o que vem pela frente é a segunda parte do pacto assumido com os portugueses em 2011, segundo Passos. Se até agora o Executivo arrumou a casa e cumpriu o programa de ajuda externa  ("que foi solicitado pelo eng. José Sócrates em 2011", lembrou, numa referência directa ao ex-primeiro-ministro do PS), os próximos quatro anos vão servir para continuar o caminho do crescimento e do emprego. A escolha nas legislativas é, por isso, "decisiva e só será consequentemente se for para valer". 

O PSD, garante Passos, "não traz a salvação mas também não traz o inferno". E acenou mais uma vez para o risco do voto no PS depois de quatro anos de esforço colossal. "Agora que esse prémio está ao nosso alcance não vamos desbaratar apenas para poder ter a mira de eleger mais uns quantos deputados", insistiu o líder do PSD no arranque do jantar que reuniu, além dos deputados do PSD, os ministros Luís Marques  Guedes, Rui Machete, Poiares Maduro e Nuno Crato. 

"Estes quatro anos (os últimos) ficarão na história por muito boas razões", sintetizou Passos Coelho.