Politica

Paulo Freitas do Amaral: ‘Marcelo e Rio estão a seguir a estratégia de Cavaco’

O candidato presidencial Paulo Freitas do Amaral critica o atraso de Marcelo Rebelo de Sousa e de Rui Rio no anúncio das respectivas candidaturas a Belém. Para o ex-autarca, que apresentou no final do ano passado a sua intenção de entrar na corrida presidencial, o atraso trata-se nem mais nem menos do que uma reedição da estratégia de Cavaco Silva em 2006.

“Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio já deviam ter assumido há muito tempo que são candidatos. Seria um sinal de transparência e de ética. Mas percebe-se que estão a seguir a estratégia de Cavaco Silva: mantêm-se em silêncio até bem perto das eleições para não serem atacados”, criticou Paulo Freitas do Amaral ao SOL.

O ex-autarca frisa que “é sempre bom haver muitos candidatos, com diferentes propostas e com diferentes agendas”. E deixa ainda mais uma crítica a Rio: “Rui Rio sempre que vem a público ataca os candidatos já existentes: diz que são vaidosos e que levantam poeira. Mas não o vejo a apresentar ideias. Era bom que cada candidato apresentasse as suas propostas”.

Paulo Freitas do Amaral, 37 anos, é até agora o primeiro candidato presidencial nascido depois do 25 de Abril. Com o slogan ‘Sentir Portugal e os Portugueses’, Freitas do Amaral quer fazer uma campanha “de proximidade, com acções e iniciativas inovadoras, mesmo com poucos meios financeiros”.

A candidatura às presidenciais do próximo ano deverá ser formalizada no Tribunal Constitucional (TC) a partir de 20 de Novembro. Para já, o candidato conta com 5500 assinaturas. Faltam 2000 para atingir o mínimo (7500) exigido pelo TC. Também a partir de Novembro serão inauguradas as duas sedes de campanha: uma em Oeiras e outra em Guimarães.

ricardo.rego@sol.pt