Internacional

Schulz surpreendido com bizarria de Tsipras

O alemão Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, não susteve a surpresa sobre o momento pós-eleitoral na Grécia. Não tanto sobre os resultados que deram a vitória ao Syriza, mas o retomar da coligação com o pequeno partido nacionalista de direita, os Gregos Independentes (Anel). “Liguei-lhe para perguntar por que ele (Tsipras) vai continuar a coligação com aquele estranho partido de extrema-direita”, disse o social-democrata alemão à France Inter. “Não me respondeu. Ele é muito inteligente, em especial ao telefone. Disse-me coisas que me pareceram convincentes, mas que no fim de contas são um pouco bizarras”.

Pouco depois dos resultados das legislativas darem 145 assentos parlamentares ao Syriza (a seis da maioria absoluta), Alexis Tsipras renovou o convite a Panos Kammenos, que foi ministro da Defesa durante os sete meses de Governo Syriza/Anel. Com 3,86% dos votos, os Gregos Independentes alcançaram 10 mandatos no Parlamento.

Kammenos fundou os Gregos Independentes em 2012 em cisão com a Nova Democracia – o então deputado esteve contra a assinatura do memorando com a troika. É esse o ponto de ligação ao Syriza, a recusa da intervenção estrangeira e a imposição de medidas de austeridade. Kammenos chegou a declarar que o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, era persona non grata em Atenas.

cesar.avo@sol.pt