Sociedade

Algarve quer ser um dos ‘lugares da primeira globalização’ da UNESCO

A Região de Turismo do Algarve (RTA), a Direção Regional de Cultura, a Universidade do Algarve e oito municípios daquela zona, vão apresentar uma candidatura conjunta à lista Lugares da Primeira Globalização da UNESCO, anunciou hoje o organismo. 

O objetivo da iniciativa, que se integra na Paisagem Cultural do organismo das Nações Unidas, explica a RTA em comunicado, é “promover valores de tolerância, aumentar o conhecimento sobre o património e a diversidade cultural, promover a preservação do património histórico e fomentar melhores relações entre os povos”. A Região de Turismo, que encabeça a candidatura, explica que “o Algarve tem vários locais, símbolos, mitos e personagens, que é fundamental salvaguardar na narrativa da história de Portugal e do mundo”.

E sublinha: “Estes Lugares da Primeira Globalização que se prendem com o período de abertura da expansão marítima das rotas comerciais estão na génese de um novo modo de conceção do mundo e de relações entre os povos e detêm, assim, um valor universal a preservar”.

Além dos municípios algarvios de Vila do Bispo, Lagos, Aljezur, Monchique, Portimão, Silves, Tavira e Castro Marim, a candidatura conta com a participação da Cidade Velha de Cabo Verde (Património Mundial da UNESCO) e pretende envolver Ceuta, Alcácer Céguer, em Marrocos, Arguim, na Mauritânia, e os arquipélagos atlânticos.

Resultado de um processo iniciado no final de 2012,as entidades promotoras da candidatura irão proceder a uma apresentação oral  junto da Comissão Nacional da UNESCO, até ao final de 2015. Até ao fim do próximo ano, deverá ser tomada uma decisão.

sonia.balasteiro@sol.pt