Desporto

Seleção. O incentivo, o eleito e a “final”

Depois do Prémio Prestígio atribuído na Gala Quinas de Ouro aos 23 jogadores campeões da Europa, ficou a conhecer-se o homem que irá apitar o jogo Portugal-Hungria. “ Temos de vencer porque é quase uma final”, diz Éder

O túnel dos encarnados está, a cada dia, mais perto de ver Luz. Antes do fervoroso clássico, agendado para dia 1 de abril, os holofotes viram-se para aquele que será o quinto encontro da seleção nacional que visa o apuramento para o Mundial 2018.

Antes da recepção à Hungria, a história de Cristiano Ronaldo e companhia tem sido feliz: goleou a Andorra (6-0), as Ilhas Faroé (6-0) a Letónia (3-1)... e tropeçou, somente, com o conjunto suíço (2-0), naquele que foi o primeiro jogo dos explicandos de Fernando Santos após a maior conquista da história portuguesa, o campeonato da Europa.

O palco está escolhido, o primeiro treino cumprido (na manhã de terça-feira, na Cidade do Futebol, em Oeiras), e o homem eleito, para apitar o encontro, anunciado.

O polaco Szymon Marciniak, de 36 anos, é o rosto principal da equipa de arbitragem que aterra este sábado na Av. Eusébio da Silva Ferreira. Esta será a terceira vez que Marciniak irá dirigir um jogo da seleção das quinas, depois do embate diante do Azerbaijão, em que Portugal saiu vitorioso (3-0, em 2014, também numa fase de apuramento do campeonato do Mundo) e na derrota nacional com os franceses (2-1, em 2014), num jogo amigável. Situação semelhante para a congénere húngara que cruzou caminho com o árbitro polaco apenas uma vez, em jogo particular: amigável que resultou num empate, a duas bolas, com a seleção dinamarquesa.

Uma final, sem ansiedade

Éder, o mais recente herói nacional do futebol português, fez uma antevisão do próximo compromisso português e garantiu que a palavra de ordem é vencer, uma missão obrigatória no imediato, mas também no que resta disputar na presente fase da competição. “ O nosso objetivo é vencer todos os jogos e ter boa margem em termos de diferença de golos. Esperamos vencer o próximo jogo, é um adversário difícil, mas vamos fazer tudo para ganhar e com um bom resultado”, adiantou, num momento em que aproveitou para descartar comparações com o jogo do Euro2016 (que terminou com um empate, 3-3). “Durante o Euro, foi um jogo de muitas emoções mas queremos que este jogo seja diferente. Temos de marcar golos e não sofrer para que possamos ter uma boa margem no fim. Sabemos que cada jogo é uma final para nós”, afirmou. Sem “ansiedade e com muita vontade de vencer”, o outrora patinho feio acredita que o estatuto de campeões europeus obriga os adversários a “adoptar estratégias para conseguir bons resultados”.

E é preciso ter cuidado que esta Hungria, 3.ª colocada no Grupo B, está a escassos dois pontos da turma lusa (atualmente com 9), enquanto a Suíça segue invicta na liderança deste pote (12 pontos, em quatro jogos).

Eles valem ouro

A dois dias da 5.º jornada de qualificação decorreu a gala Quinas de Ouro, realizada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que distinguiu os melhores na modalidade durante o ano de 2016. Para além da seleção nacional ter sido considerada a equipa do ano, os 23 jogadores campeões da Europa receberam ainda, pelas mãos de Fernando Gomes (presidente da FPF) o Prémio Prestígio. “São imortais, não apenas na história de federação e do desporto, mas também na história do país e na história mundial. Mundial, porque o evento mais visto em todo o mundo, em 2016, foi a vitória deles no palco de Saint-Denis. Para nós, eles não foram apenas a equipa do ano”, explicou.

A nível individual, e sem surpresas, o troféu do Jogador do Ano foi entregue a Cristiano Ronaldo, considerado o melhor jogador do mundo pela “France Football” e para a FIFA. Na categoria ‘Treinador do Ano’, Fernando Santos levou a melhor sobre Rui Vitória e Vítor Oliveira numa noite que ficou marcada também pelo Prémio Revelação conquistado por Renato Sanches. O antigo médio do Benfica concorria com André Silva (FC Porto) e Gelson Martins (Sporting), e era o único, entre os nomeados, que podia afirmar: ‘faço parte dos 23 jogadores campeões da Europa’.