Politica

Berkeley​ desmente comunicado de Barreiras Duarte

A universidade diz que o 'certificado' apresentado pelo secretário-geral do PSD "não prova" o comunicado desta noite
 

A universidade da Califórnia, em Berkeley, afirma que Feliciano Barreiras Duarte "nunca foi um investigador visitante [visiting scholar]" e que a carta por este apresentada "não prova o contrário" disso mesmo.

Em resposta enviada ao SOL, Berkeley recorda que "não emite documentos em nenhuma língua que não o inglês" e que o texto presente na carta, que Barreiras Duarte utiliza para justificar a sua utilização do estatuto, "é atípico dos convites da universidade a investigadores visitantes". 

A carta foi pela primeira vez apresentada ao SOL como prova da "inscrição" do secretário-geral do PSD em Berkeley, apesar de hoje Barreiras Duarte ter rectificado à SIC que nunca se matriculara na instituição americana. 

Em comunicado enviado esta noite às redações, o secretário-geral do PSD defende que Deolinda Adão dá agora "como verdadeiro um documento que antes tinha garantido que era falso", referindo-se à carta que apresentou ao SOL como 'certificado' de inscrição e que Berkeley novamente desmente.

Ainda em resposta às questões do SOL de hoje, motivadas pelo comunicado de Barreiras Duarte, a universidade é clara: "Independentemente de Deolinda Adão ter ou não assinado realmente esse documento, Feliciano Barreiras Duarte nunca foi um investigador aqui e essa carta não pode ser usada para provar o contrário".

No comunicado mencionado, o deputado afirma que "a principal e mais grave acusação de que tenho sido alvo, a de falsificação de documentos, em que alguns acreditaram, cai por terra".

Questionada pelo SOL, Deolinda Adão recusa comentar se deixa – ou não – cair as acusações de falsificação que proferira quando confrontada inicialmente com a carta que Feliciano apresenta e ​que ​Berkeley desmente. "Terá que fazer as suas interpretações do que está na comunicação. Essa não é responsabilidade minha", escusa-se​ a académica. ​

Hoje, e ainda ao SOL, o departamento de relações públicas da universidade, que também contactou Deolinda Adão, informa: "Como Deolinda [Adão] lhe dissera, ela não escreveu esse documento, ainda que a assinatura eletrónica aparente ser a dela". ​