Politica

António Costa diz “não acreditar na sorte”

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta segunda feira, em Braga, “não acreditar na sorte”, quando foi interpelado por um casal de vendedores ambulantes, cujo marido é invisual, que lhe pretendia vender um bilhete de lotaria na sua chegada à capital do Minho.

António Costa justificou assim não comprar o bilhete de lotaria, mas poucos instantes a seguir, já à entrada da Reitoria da Universidade do Minho, no centro da cidade de Braga, mostrou-se bastante sensível a uma mulher de avançada idade que explicou estar a passar dificuldades financeiras, chamando de imediato um assessor, ao mesmo tempo que desde logo se comprometeu a fazer analisar devidamente o assunto acabado de lhe ser exposto.

O primeiro-ministro esteve ao final desta manhã a responder a uma sessão de perguntas a si próprio e a principais membros do Governo, promovida pela Universidade do Minho, por ocasião do terceiro aniversário do Governo, que decorreu no Salão Medieval da UM, envolvendo estudantes e professores de diversos cursos desta mesma academia minhota.

“Soldado do Futuro”

Ao princípio da manhã, o novo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, que depois de juntou a António Costa na sessão de perguntas e respostas, fez uma visita ao Campus de Gualtar da Universidade do Minho, em Braga, que é uma das parceiras do programa Soldado do Futuro, numa iniciativa onde foram expostas viaturas blindadas e espaços com fardamento, sistemas de carga e sistemas de proteção, além de postos de comandos.

Durante a visita, assistiram às apresentações das empresas parceiras do Soldado do Futuro”, onde constatou a qualidade e a leveza dos novos equipamentos para os militares.

O programa Sistemas de Combate do Soldado é um dos sete projetos estruturantes da proposta de Lei de Programação Militar aprovada esta quinta-feira, durante o Conselho de Ministros, em que a Defesa Nacional, o Exército, a Academia e a Indústria Nacional “uniram-se para melhorar a proteção dos soldados e a eficácia da sua missão, que vai ao encontro da aposta no fator humano como diretriz política de defesa nacional”.

O fardamento e o equipamento de proteção individual, produzidos exclusivamente por empresas nacionais, já estão a ser utilizados no Iraque pelo 8º Contingente, que partiu a 5 de novembro.

Estes equipamentos iniciarão a fase de produção em larga escala em 2019, sendo estimada a sua distribuição já no ano de 2020, constituindo um projeto que conjuga a experiência operacional do Exército, conhecimento científico e a tecnologia portuguesa, potenciando a economia e o emprego qualificado.

As soluções encontradas durante o desenvolvimento deste projeto são passíveis de serem adequadas às forças e serviços de segurança e utilizadas noutras áreas pelo conhecimento desenvolvido e multiuso, em que por exemplo, os materiais avançados desenvolvidos apresentam um potencial elevado de aplicação visando sistemas de proteção para viaturas.

Este projeto de Sistemas de Combate do Soldado abrange ainda equipamentos de comando e controlo, comunicações, computadores e informações, sensores e auxiliares de pontaria, segundo foi hoje anunciado em Braga.