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Isto é o que acontece ao cérebro do seu filho se lhe bater

Especialistas acreditam que uma palmada não é eficaz na disciplina das crianças e sugerem alternativas

A semana passada uma escola norte-americana, na Geórgia, anunciou que vai permitir que os alunos sejam castigados com reguadas.

A notícia pode ter surgido como um choque para alguns, mas é preciso não esquecer que os castigos corporais só não são permitidos em 60 países. E Portugal é um deles. Desde 2007 que é proibido por lei bater nas crianças.

O assunto é controverso, mas a maioria dos especialistas concorda que os castigos corporais são não só ineficazes como podem prejudicar a saúde das crianças e adolescentes.

Aliás, o maior estudo sobre o assunto (que acompanhou 160 mil crianças) relaciona os castigos corporais na infância com uma pior saúde mental nas crianças e nos adultos e com um maior risco de comportamento antissocial.

Por outro lado, há outros estudos que parecem sugerir que dar uma palmada nas crianças, em determinadas situações, pode não ser assim tão mau.

Apesar de os castigos corporais, quer em casa quer na escola, não serem já o padrão, a ideia de que uma palmada ou um grito bem dado pode fazer milagres ainda existe. Quantos pais e mães, que desesperado com a desobediência dos filhos, não levantou a voz ou não encostou a mão ao rabo das crianças?

Resta saber se este método é eficaz se usado em situações extremas. O especialista Carl Pickhardt, autor de "The everything parent's guide to positive discipline" defende que as palmadas e os gritos de nada adiantam. Mas então o que devem os pais fazer?

Conheça as estratégias dos especialistas

Obrigar a um time-out
Consiste em colocar a criança sozinha num local sem distrações, por exemplo um canto da cozinha, em que durante um período fica a ‘pensar na vida’. A regra mais simples é contar um minuto para cada ano da idade, ou seja, três minutos para as crianças de 3 anos, quatro minutos para as de 4, e assim por diante, tendo em atenção que esta técnica não deve ser usada em crianças com menos de três anos. 

Suspender privilégios

Proibir a criança que se portou mal de ver televisão ou brincar com os amigos. No entanto, não deve abusar e banalizar esta estratégia, mas sim guardá-la para as situações mais complicadas. Deve também adequar o grau de gravidade do castigo ao do ‘crime’. Se o seu filho ligou a televisão quando disse para estar desligada, pode proibir de a ligar nessa noite, não precisa de o impedir de ver televisão durante semanas.

Dar o exemplo

Ensine ao seu filho qual teria sido o comportamento correto e mostre-lhe como pode corrigir o que fez depois de pensar no assunto. Pode por exemplo pagar do seu mealheiro a jarra que acabou de partir. A criança deve pedir desculpa depois de interiorizar o comportamento errado. Mas não se iniba de também pedir desculpa ao seu filho. Pais que se recusam a admitir erros encorajam os filhos a fazerem o mesmo. Se vinha nervoso do emprego e descarregou no seu filho, peça-lhe desculpa.