Sociedade

Estradas. Operações “Natal Tranquilo” e “Ano Novo” com balanços negros

Operação de Natal registou 15 mortos. Só em 2014 foi contabilizado um número semelhante

O tempo das festas do Natal e do Ano Novo é sempre sinónimo de mais movimento nas estradas portuguesas. Mas 2018 ficou marcado pelos números negros registados nas operações rodoviárias: a operação “Natal Tranquilo” foi a mais negativa dos últimos anos e a operação “Ano Novo” - que termina hoje - já conta com mais do dobro das vítimas mortais registadas em 2017.

Os dados finais apurados pela GNR relativos à operação de Natal, que decorreu entre os dias 21 e 26 de dezembro, apontam para 15 mortos, mais do dobro da operação de 2017, que durou menos um dia. Foram ainda contabilizados 1360 acidentes, 29 feridos graves e 449 feridos ligeiros. Em comparação com o ano anterior, a operação de 2018 foi mais negativa a todos os níveis: mais oito vítimas mortais, mais 313 acidentes rodoviários, mais cinco feridos graves e mais 112 feridos ligeiros. E é preciso recuar até 2014 - quando foram registados 14 mortos - para encontrar uma operação de Natal igualmente negra. 

Durante a operação “Natal Tranquilo”, a GNR reforçou o patrulhamento e a fiscalização nas vias com maior tráfego nesta altura do ano no país. No terreno, estiveram mais de 1400 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais. 

No que diz respeito à operação “Ano Novo” - que começou a 28 de dezembro e termina hoje -,  o balanço mais recente da GNR revela que entre sexta-feira e as 12h00 de ontem morreram oito pessoas e 18 ficaram gravemente feridas nas estradas portuguesas. O número de vítimas mortais já corresponde a mais do dobro das registadas em 2017 (três).

Além dos acidentes de viação, entre o dia 28 de dezembro e as 08h00 de ontem a GNR fiscalizou 28460 condutores e detetou 458 que conduziam alcoolizados, sendo que 167 pessoas foram detidas por terem uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Nos últimos cinco dias, a GNR deteve ainda 67 pessoas por conduzirem sem habilitação legal e multou 233 condutores por estarem ao telemóvel.