Contra a Corrente

A Europa a ver passar os carros elétricos

Os EUA pensaram que poderiam reduzir imenso a população mundial através da destruição massiva de alguns países

Em conversas sociais (não politicamente comprometidas) chega-se facilmente à conclusão que, para manter a atual população mundial aos níveis de consumo do chamado ‘ocidente’, seriam necessários cerca de 2,5 planetas Terra. Bem, talvez não tantas porque a tecnologia, blá, blá, blá...

Quando se aprofunda ligeiramente o tema sugere-se (em voz muito baixinha) que, ‘se calhar’, a solução seria ‘voltarmos aos 3 biliões de habitantes no planeta’. A pergunta natural seguinte seria, pois, ‘e quais deveriam ser eliminados?’. Não sabemos mais do que, já há uns anos, Viviane Forrester, já falecida, referiu como os «excedentários da economia globalizada», se a memória não me atraiçoa. Mais do que isto seria entrar no reino da parvoíce...

O certo é que este assunto, que ninguém se atreve a aprofundar de forma séria, pode muito bem estar na cabeça do ‘Governo Mundial’ que Fernando Pacheco de Amorim enunciou há muitos anos.

O poder militar dos EUA, alimentado por uma verba anual superior à de todos os outros países do mundo juntos, poderia levar a crer que este país tivesse condições de decidir ‘quem deveria viver e quem deveria ser eliminado’.

Durante algumas décadas (após a derrocada da URSS) os EUA pensaram que poderiam realizar essa forte redução da população mundial de forma ‘menos brutal’,através da destruição sucessiva e seletiva de países e o seu lançamento para ‘as trevas eternas’, conforme oportunamente nos esclareceu o General Wesley Clark, antigo Comandante Supremo da NATO na Europa. 

Tendo começado pelo ‘ensaio’ da antiga Jugoslávia, o processo continuou no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, no Sudão, tendo tido a primeira ‘falha’ no Egito, onde as FFAA resolveram atalhar a aventura, e a segunda na Síria, por interposição de uma Rússia ‘renascida’.

A destruição da Venezuela foi atalhada pela consciência dos países da América Latina, incluindo o Brasil de Bolsonaro, de que o resultado seria a destruição de toda a região por muitos anos. Por outro  lado, a destruição do Irão iria acarretar a destruição da Arábia Saudita (o que não seria grande problema para os EUA) e, principalmente, de Israel, podendo os judeus, incluindo os participantes no ‘Governo Mundial’, vir a sofrer trágicas consequências. Dá para pensar...

A estratégia gradualista da extinção progressiva de países e povos foi estancada. Por isso, a fanfarronada norte-americana de ‘todas as opções em cima da mesa’ não passa disso mesmo, de uma fanfarronada.

Os EUA não têm população (ainda menos motivada), nem industria nem FFAA que aguentem tanta guerra ao mesmo tempo. Por isso têm pretendido que os vizinhos se matem uns aos outros.

Perante o fracasso da anterior estratégia, os EUA voltaram a acionar a do confronto nuclear em larga escala (saída dos Tratados de desarmamento, militarização do espaço...), escolhendo a Rússia, a China e outros que tais, incluindo, como ‘dano colateral’, a Europa. Com isso, quase que resolviam o problema dos 4 biliões a eliminar.

Só que a Rússia já conseguiu, técnica e operacionalmente, as condições da ‘destruição mútua assegurada’. Por isso, o problema está sério. Pode haver um erro de cálculo e ficarem só, para o futuro da Humanidade, alguns grupos de pigmeus e outros índios perdidos na floresta.

A Europa, civilizada e ecológica, não tem nada a dizer e a fazer sobre isto? Só está preocupada com os novos carros elétricos?