Politica

Marcelo diz que “não há confirmação” da vinda de Trump

Ainda não há garantia que o presidente norte-americano venha a Portugal no próximo mês.

Marcelo Rebelo de Sousa confirmou ontem que convidou formalmente Donald Trump a visitar Portugal, mas até agora “não há confirmação nenhuma” para agosto, esclareceu aos jornalistas à saída de uma iniciativa no Centro de Congressos do Estoril. O Presidente da República acrescentou que fez o convite “de maneira assim mais formal e clara”, em Paris, “por altura do armistício, a 11 de novembro”. O chefe de Estado já tinha referido, no sábado passado, que tinha convidado o homólogo e que este tinha dito logo “na ocasião que estava muito interessado e disponível a visitar Portugal”.

No entanto, a confirmação da data da visita do presidente norte-americano ganhou novos contornos depois de o comentador de política internacional Nuno Rogeiro ter avançado, na semana passada,  que a vinda de Trump estava programada para o próximo mês, “provavelmente entre 25 e 27” de agosto.

“Neste momento há uma tentativa de reservar 150 quartos num grande hotel de Lisboa para uma comitiva de Donald Trump e da mulher, Melania”, disse a 7 de julho o comentador no seu programa“Leste/Oeste” na SIC.

 

Um convite posterior à Casa Branca

Foi há cerca de um ano que o Presidente da República foi recebido em Washington pelo homólogo norte-americano. Marcelo foi o quarto Presidente português eleito em democracia a entrar na Casa Branca e, na altura, foi referido que o chefe de Estado português estaria a optar por um discurso diplomático, que não entrasse em choque com Trump, sobretudo no que dizia respeito aos temas “quentes” relacionados com a migração e os refugiados. Ainda assim, a visita acabou por  ficar marcada pelo momento caricato, durante uma conferência de imprensa na sala oval, quando o presidente dos Estados Unidos perguntou a Marcelo se Cristiano Ronaldo alguma vez iria concorrer contra o chefe de Estado nas presidenciais, no seguimento de uma conversa de circunstância sobre o Mundial de futebol, que estava a decorrer na Rússia.

Na altura, a resposta de Marcelo correu o mundo e foi apelidada por muitos portugueses como uma subtil “lição” do Presidente português ao norte-americano. “Portugal não é bem os Estados Unidos da América”, disse com um sorriso.

Apesar disso, a visita foi caracterizada por Marcelo como um encontro “caloroso do início ao fim”, garantindo não ter havido “nada de relevante, daquilo que é convergente e daquilo que é divergente, que não fosse falado”.

No final da viagem aos Estados Unidos, questionado por jornalistas, o Presidente da República afirmou não ter feito nenhum convite a Trump para visitar Portugal. “Não era essa a finalidade do encontro. E, portanto, não pertence à natureza do objeto do encontro”, explicou na altura.