Economia

Covid-19. Santander apresenta medidas de apoio às famílias e empresas

O banco Santander apresenta medidas para fazer face à pandemia do novo copronavírus. Créditos à habitação com período de carência de seis meses; linha de apoio às pequenas e médias empresas com crédito adicional de quatro mil milhões de euros.

O banco Santander em Portugal apresentou o seu plano para apoiar as famílias e as empresas nesta fase de pandemia de covid-19. Em comunicado, a instituição bancária adianta que preparou um conjunto de medidas com o objetivo de oferecer “aos clientes condições excecionais para regularização e redução dos encargos mensais”.

“As cerca de 250 mil famílias Portuguesas que têm o seu crédito à habitação junto do Banco Santander terão à sua disposição nos canais digitais do banco a possibilidade de solicitarem de uma forma simples e prática a renegociação do seu crédito com a carência imediata de amortização de capital durante 6 meses para as operações de crédito que se encontrem em situação regular”, explica a nota. Com esta medida, o banco permite que as famílias portuguesas não amortizem neste período quase mil milhões de euros de capital.

A possibilidade de renegociação do crédito através da carência de capital durante 6 meses será ainda estendida aos créditos ao consumo em situação regular junto do banco; - ambas as renegociações estarão isentas de comissões de alteração das características do crédito.

O banco suspenderá igualmente a perda de bonificação de spread por clientes que venham a incumprir as condições de cross-selling que estão incluídas nos seus contratos de crédito à habitação pelo prazo de 6 meses. Outra medida passa pela suspensão do pagamento de comissões de transferências nacionais através de canais digitais do banco, incluindo MBWay, por trinta dias.

Para as empresas, o Santander afirma em comunicado estar “disponível para renegociar as características dos créditos de pequenas e médias empresas que se encontrem em situação regular e cujos créditos estão em período de reembolso que mais de 67 mil empresas têm junto do banco oferecendo uma carência de capital prazo de até 12 meses”. “Esta renegociação será efetuada sem qualquer alteração no spread das operações e sem qualquer cobrança de qualquer comissão de alteração do contrato”, explica a nota.

Para satisfação de necessidades adicionais de tesouraria de curto prazo, a instituição bancária mantém “inalterados todos os limites de crédito contratualizados quer com caráter revogável, quer com caráter irrevogável com as empresas que assim, de uma forma simples e imediata, podem aceder a cerca de 4 mil milhões de euros de crédito adicional sem qualquer alteração das condições de spread ou de outras comissões associadas”.

O Santander acrescenta que se encontra já “a dinamizar junto das empresas nacionais os mais de 3 mil milhões de euros de linhas de apoio anunciadas pelo Estado português, estando pronto a efetuar a sua disponibilização logo que as instituições nacionais o permitam”, adiantando estar disponível para proceder desde já “a adiantamentos de 20% do montante aprovado pelo banco aos seus clientes ao abrigo destas linhas para que os seus clientes possam receber de imediato injeções de liquidez sem ter que esperar” pela aprovação das entidades públicas.

Recorde-se que uma das vítimas mortais do novo coronavírus em Portugal foi precisamente o chairman do banco Santander Totta. António Vieira Monteiro, de 73 anos, faleceu na passada quarta-feira, dia 18, na sequência de uma infeção contraída em Itália, onde esteve numa estância de neve.