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"É fundamental que o retomar da atividade seja feito com segurança", apela Costa

Microempresas vão ter 80% de apoios a fundo perdido para retomar atividade.

Depois da sessão da assinatura do protocolo de cooperação para o setor do comércio e serviços, entre a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e a Direção-Geral da Saúde (DGS), que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa, o primeiro-ministro, António Costa começou por deixar "uma palavra de agradecimento" a todos os profissionais e empresários do setor do comércio e dos serviços, que permitiram que o país "não parasse" devido à pandemia e realçou que esta "segunda-feira se vai dar um passo para começar a reabrir muitas das atividades do setor comercial que foram encerradas por necessidade” mas relembrou que "é fundamental que seja feito com segurança para quem trabalha e para os consumidores que querem voltar com confiança".

As microempresas vão ter 80% de apoios a fundo perdido para retomar atividade. "O reativar destas atividades é essencial e sabemos que o cumprimento destas normas implica custos acrescidos para as empresas e é por isso que houve o esforço que tem vindo a ser para conseguirmos atravessar este túnel com a menor perturbação possível, mantendo os postos de trabalho e preservando o mais possível o rendimento", realçou.

"Vamos retomar, passo a passo, um maior nível de atividade na sociedade portuguesa e cada passo tem de ser dado cumprindo todas as normas de segurança", disse o primeiro-ministro.

Também Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, falou após o encontro e destacou que agora “o papel de cada um de nós torna-se mais exigente" e voltou a relembrar que o "risco de contágio não desapareceu".

A responsável afirmou que a DGS fará de tudo para "ajustar as medidas de desconfinamento" nas próximas semana e realçou o papel das autoridades de saúde nos últimos dois meses.

"Nestes dois meses, Portugal e o SNS demonstraram estar à altura perante um desafio sem precedentes", afirmou, destacando a transmissão comunitária do coronavírus foi controlada "à custa das medidas governativas adotadas", mas também do "comportamento exemplar" dos portugueses e dos profissionais de saúde. 

"O papel de cada um de nós torna-se mais exigente. A transmissão do novo coronavírus não desapareceu. O risco de contágio é uma realidade que as autoridades de saúde, a população e os operadores económicos não podem ignorar. Por isso, mais do que nunca, é fundamental que sejam aplicadas regras de saúde, higiene e segurança nos locais de trabalho e nos diversos espaços da nossa vida social", disse.