Politica

Recorde da democracia ainda é de Teixeira dos Santos

Apesar de ser o ministro das Finanças com melhores índices de popularidade desde o 25 de Abril, Mário Centeno ainda não tem o recorde de longevidade no cargo na história da democracia portuguesa: Fernando Teixeira dos Santos, que José Sócrates escolheu para render Campos e Cunha como titular da pasta das Finanças ainda no seu primeiro Governo e reconduziu no segundo, leva-lhe um ano de vantagem como responsável pelas contas públicas no Ministério do Terreiro do Paço.

Mário Centeno ocupa o cargo de ministro das Finanças de Portugal desde 2015, ocupando o 2.º lugar do pódio quando se fala em longevidade. Logo atrás de Fernando Teixeira dos Santos, que ocupou o cargo durante pouco mais de seis anos (21 junho de 2015- 21 de julho 2017), surge Centeno. Em fevereiro deste ano, o político a quem muitos chamam CR7 das Finanças garantiu estar «a caminho de ser o ministro das Finanças mais longevo da democracia», em entrevista à Visão.

O ministro que sucedeu a Maria Luís Albuquerque foi eleito, dois anos mais tarde, como presidente do Eurogrupo. À mesma revista, Centeno confessou que procurava «dar um sinal» de que a presidência do grupo europeu valorizava, para além da dimensão económica, a dimensão cultural e afetiva.

Mário Centeno revelou ainda ser adepto de um bom debate. «No campo dos argumentos gosto de um debate rasgadinho», garantiu.

Considerando que é o responsável pela estabilidade financeira do país e pelo alcance de um conjunto de metas «do qual depende a evolução económica e social de Portugal», Centeno garante que só quem ocupou o cargo em que está consegue avaliar e dar o devido valor.

Além do seu trabalho como ministro das Finanças ter sido colocado em causa durante esta semana, também fontes diplomáticas, citadas pelo jornal alemão Frankfurter Allgemaine Zeitung, disseram que Mário Centeno comparecia às reuniões do Eurogrupo mal preparado. Esta sexta-feira, Centeno publicou um vídeo no Twitter, no qual, ao lançar a reunião desta sexta-feira do Eurogrupo, disse que «os críticos» do grupo europeu estavam errados. «Na política nacional, a Europa é, algumas vezes, acusada de ‘arrastar os pés’ e, para os leigos, de não entregar. O nosso trabalho no Eurogrupo está a provar que estes críticos estão errados».