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Covid-19. Marcelo foi à Madeira falar do exemplo no combate à pandemia

Presidente da República esteve no arquipélago por 24 horas. E promete voltar para umas férias. Do Continente ouviu a crítica de Jerónimo de Sousa de que está a promover a ideia de um Bloco Central.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fez uma visita de menos de 24 horas à Madeira para destacar  o processo de combate à covid-19 e o respetivo desconfinamento no arquipélago. “A segurança ótima. A segurança, a confiança, o à vontade das pessoas. Foi espetacular”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas no balanço de uma visita ao Funchal, prévia, mal aterrou na Madeira. Na manhã desde domingo, o dia começou com uma missa, Marcelo deslocou-se ao Centro de Saúde do Bom Jesus, para ouvir as explicações técnicas do combate à covid-19 , e fez um discurso a pensar no turismo estrangeiro, designadamente, dos britânicos. “A Madeira é um exemplo que é óbvio”, declarou o Chefe de Estado.

Depois, o Presidente prometeu voltar à Madeira para uma semana de férias, algures entre o final de julho e o mês de agosto, uma visita a acertar com o presidente do Governo Regional da Madeira, o  social-democrata, Miguel Albuquerque. A estada de Marcelo deve dividir-se entre as ilhas da Madeira e Porto Santo. Serão dois dias em cada uma das ilhas.

Sobre as visitas que fez, Marcelo destacou: “: “Nós andamos aí uns quatro ou cinco quilómetros e sistematicamente havia, não apenas juventude, mas gente de todas as idades e muito turista, muito, muito turista. Isso é muito promissor.”

Mais tarde, numa deslocação ao concelho de Câmara de Lobos, que teve uma cerca sanitária, entre 19 de abril e 3 de maio, por causa da covid-19, Marcelo ouviu o recado de Miguel Albuquerque. Que ainda pondera uma candidatura a Belém.

“O Governo da Região Autónoma da Madeira precisa de um interlocutor junto do Estado e esse interlocutor tem de ser vossa excelência”, declarou Albuquerque, voltando a queixar-se do Governo da República.

Num fim de semana repleto de recados internos entre partidos, Marcelo também ouviu um de Jerónimo de Sousa, líder do PCP. “Estão a pensar dar uma nova vida ao chamado Bloco Central, que pode ser formal ou informal, mas que será sempre como o foi no passado, o bloco central de interesses políticos e económicos. É isso que está em marcha com o contributo do Presidente da República que se tem empenhado para branquear o PSD, a política de direita e as suas responsabilidades, visando promover a sua reabilitação política e reconduzi-lo para um papel de cooperação intensa com o PS”, declarou o líder comunista num comício no Porto. Esta foi apenas mais uma frase de um fim de semana de declarações com avisos à esquerda em relação ao PS e com o primeiro-ministro, na qualidade de secretário-geral do PS, a recusar a ideia de Bloco Central. Jerónimo de Sousa acrescentou, numa resposta a António Costa, que o PCP não votou contra o Orçamento Suplementar por “joguinho de poder”, uma expressão que o líder comunista considerou infeliz.