Politica

29 conselheiros para criar alternativa

Ex-ministros, figuras próximas de Passos Coelho e até um ex-deputado do PS foram convidados por Rui Rio para colaborar no programa do PSD. A primeira reunião é dia 12.

 

Rui Rio chamou 29 personalidades, entre as quais ex-ministros de Pedro Passos Coelho, um ex-deputado do PS e independentes, para ajudar a preparar um programa alternativo ao Governo socialista. A primeira reunião do Conselho Consultivo, presidido por David Justino, está já marcada para dia 12 deste mês na cidade de Coimbra.

A primeira missão dos conselheiros é darem sugestões para o programa de retoma nacional que será apresentado no final do mês de setembro. O grupo dos 29 irá colaborar com "o trabalho a realizar pelo Conselho Estratégico Nacional" na preparação de "um programa político alternativo para o Portugal, com o envolvimento e participação da sociedade civil", informa o PSD.

Uma das novidades é o nome de Pacheco Pereira, que está há vários anos afastado da política ativa e vai colaborar na área política. Rui Rio convidou também vários ex-ministros. De Governos do PSD e do PS. Miguel Cadilhe, que foi ministro das Finanças de Cavaco Silva, e Daniel Bessa, ministro da Economia no primeiro Governo de António Guterres, foram convidados para ajudar a fazer o programa do PSD na área da economia.

Miguel Poiares Maduro, que entrou no Governo de Passos Coelho, vai ajudar a fazer o programa para a Justiça e Mira Maral, ex-ministro de Cavaco Silva durante dez anos, na área da economia.

Carlos Moedas, responsável pela área da Europa, Pedro Roseta, na área da Cultura, João Paulo Barbosa de Melo, na reforma do Estado, e Carlos Borrego, no Ambiente, são outros nomes que integram o Conselho Consultivo.

 

Ex-deputado socialista vai ajudar Rui Rio

Uma das surpresas é a participação do ex-deputado socialista, no tempo de António Guterres, Henrique Neto. O empresário abandonou  o PS há três anos, em rutura com António Costa, e vai ficar com a área da economia e infraestruturas.

Henrique Neto colaborou com António Guterres na altura do cavaquismo e esteve no Parlamento entre 1995 e 1999. Durante o tempo em que José Sócrates governou foi um dos poucos críticos internos. Chegou a dizer ao jornal i, quando o ex-primeiro-ministro socialista foi preso preventivamente, que "há anos que esperava que isso acontecesse", porque "os indícios eram mais que muitos".

Foi apoiante de António José Seguro nas eleições internas que levaram António Costa à liderança. Deixou o partido pouco tempo depois, por considerar que António Costa "é um bom executante da política à portuguesa e um erro de casting como estadista e primeiro-ministro".

Numa recente entrevista ao SOL, Henrique Neto defendeu que "a geringonça é inimiga da economia".