Politica

Polémica para as eleições nas CCDR

Novos presidentes serão escolhidos no dia 13 de outubro, mas há uma guerra de bastidores, nomes fora da caixa, sobretudo a norte. Antigo Reitor de Braga é hipótese para suceder a Freire de Sousa.

O processo de eleição para as Comissões Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) realiza-se no próximo dia 13 de outubro, mas está longe de ser pacífico em alguns distritos, designadamente a norte. Um dos nomes em cima da mesa para a CCDR do Norte (CCDRN) é o antigo reitor da Universidade do Minho António M. Cunha, mas não é consensual entre sociais-democratas, apurou o SOL junto de várias fontes autárquicas. Outras das hipóteses será Carlos Duarte, antigo deputado do PSD, que foi chumbado pelo Governo de Passos Coelho para gerir os fundos comunitários na CCDRN em 2014.

Este nome será consensual junto de autarcas sociais-democratas e não terá grandes resistências entre socialistas. Contudo, segundo apurou o SOL, Carlos Duarte poderá não ser o escolhido para a presidência, mas para uma das duas vice-presidências, previstas no novo figurino das CCDR, eleitas pelo colégio de autarcas em cada uma das comissões. No dia 13 elege-se um presidente e uma vice-presidente, sendo o segundo nomeado pelo Governo. Ora, neste cenário, há quem garanta ao SOL que dificilmente Carlos Duarte aceitará ser vice-presidente. Ao SOL, Carlos Duarte recusa especulações e limita-se a dizer que o processo está a ser conduzido pelos líderes do PS e do PSD e que não está concluído.

«Nunca serei parte do problema, serei sempre parte da solução», avisou Carlos Duarte, garantindo não ter mais informação sobre o assunto.

A ideia inicial deste ato eleitoral seria de se avançar com figuras independentes. Porém, a escolha de José Apolinário, socialista e secretário de Estado, deixou um lastro de resistências no PSD para outras CCDR, designam ente, a do Norte ( que abrange distritos como Porto, Braga, Vila Real, Viana do Castelo, Bragança). Por isso, o desfecho negocial deste dossiê dificilmente será pacífico.

 Nesta contenda, já ficou assente que na CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, o nome que irá a votos será o de Teresa Almeida. Era essa vontade do líder do PS, António Costa, e do próprio presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina ( avançou o Expresso e confirmou o SOL). Neste caso, o nome de António Gameiro, deputado socialista, também foi apontado, até porque fez telefonemas ( com o respaldo no PS) para testar o seu nome para uma vice-presidência, uma vez que o líder socialista já tinha decidido que Teresa Almeida iria a votos. Há quem garanta ao SOL que o teste de contactos junto de autarcas seria para a presidência, mas a direção do PS não aceitou. Certo é que António Gameiro não fará parte da lista que vai a votos ( presidência e vice-presidência). Mais, não será o nome indicado para a segunda presidência pelo Governo. «Não serei candidato à eleição, nem serei designado pelo Governo», garantiu ao SOL, António Gameiro.

Ora, este processo de escolha de nomes está a ser avaliado ao mais alto nível entre o PS e o PSD, ambos com a maioria das câmaras. Na região de Lisboa e Vale do Tejo, o PCP colocou-se fora desta gestão de contactos, segundo apurou o SOL, junto de fontes conhecedoras do processo. A Sul, para a CCDR do Alentejo o nome apontado é de António Ceia da Silva, mas poderá surgir uma candidatura independente para baralhar as contas.

Já no Centro, o nome de Isabel Damasceno, do PSD, poderá ser a solução, mas ainda não está fechado. A eleição indireta para os presidentes das CCDR realiza-se no dia 13 de outubro «em reunião de assembleia municipal que pode ser convocada especificamente para esse fim, em simultâneo e ininterruptamente em todas as assembleias municipais», lê-se no regulamento publicado em Diário da República no passado dia 10.