Cultura

Antevisão 2021: O que esperar dos livros

No ano em que o setor livreiro continuará em luta pela sobrevivência, são editados o vencedor do Booker Prize 2020 e quatro obras de Louise Glück.

Da tragédia que assolou o ano que agora termina, o setor livreiro saiu como um dos mais afetados, entre os entraves à realização das feiras e de eventos literários, mais tinta ainda fez correr  o agravar da que era já a luta das pequenas livrarias. «Raro é o dia em que uma das grandes redes de livrarias não esteja a oferecer descontos nas suas lojas físicas ou nas suas plataformas online», dizia ainda há semanas ao SOL a a direção da Rede de Livrarias Independentes (RELI), uma associação de apoio mútuo formada durante a pandemia, que veio penalizar sobretudo  aqueles que estavam já numa posição mais débil.

Entre as más notícias, 2020 foi por outro lado para muitos um ano de reencontro com a leitura. E a manter-se o balanço, há que anotar os poucos mas aguardados lançamentos que se conhecem já para 2021. Pela Alfaguara, por exemplo, chega-nos em meados do ano a tradução de Shuggie Bain, romance de estreia que deu a Douglas Stuart, o  Booker Prize deste ano. Uma obra com fortes traços autobiográficos na qual o escritor laborou ao longo de 20 anos – e que viu, até à sua publicação, rejeitada por três dezenas de editoras.

2021 é também o ano em que a Relógio d’Água disponibilizará quatro livros de Louise Glück, Nobel no ano da pandemia: Averno, A Íris Selvagem, Noite Virtuosa e ainda Fiel. Entre os lançamentos mais aguardados conta-se também pela Suma de Letras a edição em português de Gambito de Dama, a obra de Walter Tevis que inspirou a série homónima queq está a fazer sucesso por todo o mundo.