Economia

Groundforce. Governo pressiona Alfredo Casimiro a responder à proposta de aumento de capital

Recorde-se que Alfredo Casimiro, líder da Pasogal SGPS, S.A. – que detém 50,1% da Groundforce (os restantes 49,9% estão na posse do Estado português) – continua a adiar dar o “sim” à mais recente proposta feita pela TAP para ultrapassar a crise na empresa: um aumento de capital da Groundforce de 6,9 milhões de euros.

O Governo está a aguardar uma resposta oficial do acionista privado da Groundforce, Alfredo Casimiro, à proposta de aumento de capital da empresa feita no domingo pela TAP, disse à Lusa fonte oficial do Ministério das Infraestruturas e Habitação.

“É importante que o sócio maioritário da Groundforce responda oficialmente à proposta do Grupo TAP com aquelas que são as suas intenções neste processo, para que se possa o quanto antes resolver a situação dramática que se vive na empresa”, refere a nota do ministério. Segundo salienta, “os trabalhadores da Groundforce não podem continuar à espera que Alfredo Casimiro viabilize, de uma vez por todas, a resolução desta situação, uma vez que a perda de salário afeta cerca de duas mil famílias neste momento”.

Recorde-se que Alfredo Casimiro, líder da Pasogal SGPS, S.A. – que detém 50,1% da Groundforce (os restantes 49,9% estão na posse do Estado português) – continua a adiar dar o “sim” à mais recente proposta feita pela TAP para ultrapassar a crise na empresa: um aumento de capital da Groundforce de 6,9 milhões de euros.

A solução chegou às mãos de Alfredo Casimiro no último domingo, através de uma carta assinada pelo presidente do conselho de administração da TAP, Miguel Frasquilho, e pelo CEO da empresa, Ramiro Sequeira, e surge como alternativa à possibilidade de a companhia aérea fazer um adiantamento de serviços a prestar pela empresa de handling.

Ao mesmo tempo, a TAP exigiu a Alfredo Casimiro explicações sobre eventuais penhores sobre a empresa e sobre um empréstimo de 30 milhões de euros (situação que terá impossibilitado uma injeção de três milhões na Groundforce pela TAP). Estas são duas das condições que a TAP coloca para avançar com a operação.

O i apurou, junto de fonte próxima da empresa de gestão de bagagens, que, neste momento, Alfredo Casimiro tem vindo “a desdobrar-se em reuniões com a sua equipa para decidir como vai responder, em que modos vai responder e quando vai responder” à proposta. Recorde-se que atualmente a empresa de gestão de bagagens do Grupo TAP tem 500 mil euros de capital, que, a realizar-se este aumento, vai passar a ter aproximadamente 7,5 milhões.

O plano tem de ter a anuência de Alfredo Casimiro, mas no caso de a Pasogal SGPS, S.A. não conseguir acompanhar a operação perderá a sua posição na empresa e a TAP – da qual o Estado português é dono de 72,5% – ficará como acionista maioritária da Groundforce; o que, na prática, será uma nacionalização através da companhia aérea.