Sociedade

Iniciativa Liberal vai organizar Arraial dos Santos Populares em Lisboa

A decisão dos liberais surge após se ter verificado que não surgiram “aumentos relevantes de quaisquer números” pandémicos nos festejos do Sporting e “dos grupos de risco estarem praticamente todos vacinados”.


O candidato da Iniciativa Liberal à Câmara Municipal de Lisboa anunciou, esta segunda-feira, que o partido irá organizar um “Arraial Liberal”, na zona de Santos, em Lisboa, na véspera do dia de Santo António, 13 de junho.

Bruno Horta Soares desafiou ainda Fernando Medina, presidente da autarquia, “a libertar a Avenida da Liberdade para os convívios sociais com espaço, já que o habitual desfile das marchas nesta rua não se vai realizar”.

A decisão dos liberais surge após se ter verificado que não surgiram “aumentos relevantes de quaisquer números” pandémicos nos festejos do Sporting e “dos grupos de risco estarem praticamente todos vacinados”, não havendo “motivo para proibir os Santos Populares na capital do país”.

“Os liberais consideram que não pode continuar a haver um país e dois sistemas, quando ainda recentemente os adeptos estrangeiros tiveram um tratamento enquanto os portugueses foram proibidos de apoiar e celebrar em vários pontos do país”, defendem.

O candidato refere ainda, citado num comunicado enviado às redações, que “está na hora de abrir Lisboa e regressar à normalidade, dando liberdade com responsabilidade aos moradores, coletividades e vendedores locais que exigem, e bem, o regresso das festas populares”.

“A Câmara Municipal não tem razões para impedir as celebrações, tem sim é o dever de colaborar e auxiliar os agentes locais para implementar as medidas mínimas necessárias”, sublinha.

Bruno Horta Soares sugere à autarquia que, no dia 12 de junho, “se utilize as faixas que vão desde a Praça do Comércio até ao Marquês de Pombal, tendo como principal eixo a Avenida da Liberdade, para convívios sociais com mais espaço, já que este ano o habitual desfile das Marchas Populares que costuma fechar a Avenida não se irá realizar por decisão da Câmara Municipal de Lisboa”.

“Seria um dia muito bom, sem carros, podendo nesse dia os transportes operar de forma gratuita, permitindo assim que com liberdade e responsabilidade se desse também uma ajuda aos comerciantes de várias partes da cidade”, afirma.